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Carrie

20/12/2013

Saí de casa com a intenção de conferir o filme da lésbica gata de cabelo azul, mas o ônibus demorou demais, e tive que improvisar.

Carrie - cartaz

Acabei vendo Carrie: A Estranha (Carrie, EUA, 2013), e fiquei com vontade de comentar algumas coisas.

Primeiro já vou deixar claro que eu não gosto do filme de 1976 do Brian De Palma. Não entendo mesmo a babação de ovo em cima desse suposto “clássico” do terror, que de competente tem apenas as performances de Sissy Spacek e Piper Laurie.

Aviso também que li o livro, mas que não acho o livro grande coisa, e que, se eu comentar a “adaptação”, será apenas a título de curiosidade, pois acredito que um filme deva ser analisado como um filme que sabe caminhar sozinho, independente do material original (que seria o andador, dentro dessa metáfora – e vale lembrar que médicos não recomendam que a criança use um andador na hora de aprender a caminhar sozinha).

Por último, mas não menos importante, vou declarar de uma vez que eu gostei mais desse filme que do “original”. Esse Carrie versão Séc. XXI sofre de praticamente todos os mesmos problemas daquele primeiro, mas não é tão cafona, e tem uma cena clímax infinitamente melhor montada. Só por isso, já ganha minha simpatia.

Então, começando pelo começo, um começo que é bom para já evidenciar a demência da Mãe, Margaret White (Jennifer Moore), uma crente no pior e mais extremo sentido possível da palavra. E um começo que, porém, também já tenta escancarar os poderes telecinésicos da Filha, Carrie White (Chloë Grace Moretz), e força um pouco a barra nesse quesito, já denunciando um dos problemas que irão permanecer pelo filme todo: CGI de montão.

Depois, o meio. Assim como o roteirista Lawrence D. Cohen ratiou umas décadas atrás, ele rateia de novo (dessa vez junto com Roberto Aguirre-Sacasa): o segundo ato do filme passa muito rápido. O drama de Carrie é pouco desenvolvido. São poucas as situações do cotidiano sofrido da protagonista que são mostradas e, quando são, a diretora Kimberly Peirce pesa a mão na abordagem da coisa, deixando a sutileza a ver navios, com todo o elenco de apoio se encontrando obrigado a fazer caretas zombeteiras e risadinhas temperadas de bullying em quase toda cena, que a diretora faz questão de destacar nos enquadramentos, e tudo fica caricaturizado demais, perdendo força dramática – os corredores da escola acabam lembrando em vários momentos, sim, coisas como American Pie e outros besteiróis “high school” do gênero.

Essa é a grande falha de todas as adaptações do livro de estreia do Stephen King. Porque, no livro, recheando todas as peripécias e maldades adolescentes que Carrie precisa enfrentar, estão pedaços de livros dentro do livro comentando o derradeiro episódio do final da história. São vários pontos de vista diferentes, a maioria bem absurda e se contradizendo, e isso ajuda a passar uma impressão de incerteza e tensão sobre a narrativa que vamos acompanhando. Porém, se em literatura essa estratégia narrativa até que funciona em alguma medida, no cinema ela estaria fadada ao fracasso (exceto nas mãos de um cara muito criativo, quem sabe). Então, espertamente, o roteiro de Cohen e Aguirre-Sacasa deixou esse detalhe de lado. Mas falhou em não desenvolver melhor os acontecimentos que acontecem entre o primeiro e o segundo ato.

Carrie - mãe

Tanto que, embora Julianne Moore chegue a assustar o espectador apenas com o olhar, a dinâmica entre sua personagem e Carrie não consegue alcançar o drama necessário. Sim, a menina é trancada no closet e obrigada a rezar por perdão, mas é amparada pela mãe logo depois. No livro, a mãe de Carrie é muito pior. No filme de 1976, também. O terrorismo psicológico não aparece na medida certa, e isso é devido ao parco desenvolvimento que o roteiro faz do segundo ato. Ao invés de construir a relação de Carrie com a mãe de forma mais lenta e intensa, o que geraria um drama realmente forte em uma derradeira cena perto do final, os roteiristas preferem lançar uma que outra cena de Margaret White murmurando preces cristãs autodepreciativas enquanto briga verbalmente com a filha. E ao invés de construir uma relação mais intensa entre Carrie e os outros personagens, os roteiristas preferem focar em Carrie descobrindo seus poderes de telecinese (e mesmo assim o domínio dela sobre eles acontece rápido demais).

Ainda nessa etapa, a personagem Sue Snell (Gabriella Wilde), que tem um papel primordial no desenrolar da trama, é retratada com uma superficialidade tremenda, em nenhum momento demonstrando o pesado arrependimento da menina depois de participar da humilhação de Carrie no chuveiro. A atriz Gabriella Wilde também não ajuda, mais parecendo (visual e emocionalmente) uma Barbie que um ser humano (e até isso é injusto dizer, porque a Barbie de Toy Story 2 é muito expressiva) – péssima escolha de casting, por sinal, já que a Sue descrita por King não teria como ser mais diferente que a “loirosidade” nórdica de Wilde.

Por sorte, a detestável Chris Hargensen (Portia Doubleday) teve sua maldade e canalhice muito bem retratada no roteiro e na atuação de Portia Doubleday, que chega até a lembrar a diva Regina “Bitch” George vivida por Rachel McAdams em Meninas Malvadas. Doubleday consegue convencer muito bem como aquela menina popular que adoramos odiar. E se a Sue Snell de Gabriella Wilde surge expressiva como uma porta, pelo menos seu namorado Tommy Ross (Ansel Elgort) cativa pelo carisma do estreante Ansel Elgort, que consegue fazer de Tommy um personagem mais completo do que suas superficiais e breves falas no roteiro dariam a entender nas mãos de alguém menos esforçado.

Judy Greer está perfeita como a professora de educação física Srta. Desjardin, e mais uma vez reclamo da preguiça do roteiro em criar situações de interação entre ela e outros personagens. Pois, se em um momento a vemos consolando Carrie, que desaba em choro depois de acreditar ter sido motivo de mais uma piada, na cena seguinte já a vemos confrontando Tommy e Sue pela tentativa deles de levar Carrie ao baile (motivo que fazia Carrie chorar). Esse diálogo era essencial para estabelecer o tom do drama que estaria por vir, e o filme simplesmente passa atropelando por ele.

Carrie - banho

Chloë Grace Moretz mais uma vez prova que é uma das maiores descobertas recentes do cinema norte-americano, e esbanja seu talento precoce sem a menor dificuldade ao dar corpo e alma a uma personagem tão estigmatizada quanto Carrie White. Mesmo o fato de suas companheiras de elenco serem quase 10 anos mais velhas não tira a força de seu trabalho. Sim, o casting é uma merda por colocar uma guria de 16 anos envolta de um mar de piriguetes de 20 e poucos. A atuação da maioria delas está ok, bem de acordo com a mentalidade banal de adolescentes do último ano do colégio, mas é visualmente bizarro ver uma protagonista tão mais criança que suas colegas. Repito: o problema não é falta (ou excesso) de maturidade na atuação, e sim a disparidade visual entre as atrizes.

Nessa parte da equação entra outro problema, que a fofa Chloë Moretz se esforça ao máximo para superar: Chloë Grace Moretz é linda demais para ser Carrie White. Por mais bagunçado que seu cabelo fique, por mais caretas que sejam suas roupas, por mais reprimida que seja sua postura, por mais triste que seja seu olhar, Chloë Moretz é muito linda, querida, amável, e é complicadíssimo acreditar que ela sofreria bullying de suas colegas de aula apenas por ser “estranha” (notem como a tradução do título no Brasil reforça o preconceito que a história tenta denunciar, como se, só por Carrie ser supostamente estranha, estaria livre para ser tratada com crueldade).

 

Carrie - ensanguentada provocativamente

É ou não é uma gracinha?

Portanto, mesmo que as sequências entre Carrie e sua mãe sejam construídas às pressas (como quase tudo no roteiro, aliás), ali o drama funciona melhor, pois é possível de interpretar que pelo menos parte do ódio da mãe seja cativado pela inveja que sente da beleza da filha. Pena que essa interpretação seja apenas unilateral, pois não se aplica ao restante do filme (embora fosse muito interessante se o longa trabalhasse essa questão, invertendo as expectativas). Cabe destacar, apesar de tudo, que Chloë e Moore apresentam uma baita dinâmica de atuação, com a pequena jamais ficando intimidada com a experiência da grande.

Por fim, o fim. Vou retomar o que eu mencionei mais acima: CGI demais. Um dos grandes méritos do longa original (ainda que por falta de opção), era apostar em efeitos mecânicos, com estragos que pareciam mais reais, justamente por não serem computadorizados. Aqui, a diretora Kimberly Peirce abusa dos animadores gráficos, e lança jorros de sangue virtual para todos os lados, raramente acertando na intensidade: vale destacar positivamente o cara que é prensado na arquibancada e negativamente o balde de sangue que cai em cima de Carrie. Veja só, o momento mais importante do filme é zoado, e Peirce não se segura e repete o mesmo erro escroto de Palma, mostrando vários ângulos do estrago: a cena do sangue de porco se espalhando sobre Carrie é repetida umas quatro vezes. Essa insistência, no lugar de intensificar a tensão, a dilui, tirando a força dramática da peça maligna pregada pelo casal filho da puta Chris Hargensen e Billy Nolan (Alex Russell).

No entanto, felizmente, FELIZMENTE, Kimberly Peirce acerta em cheio na decupagem do massacre que Carrie inicia após sair do choque que sentiu ao se encontrar coberta em sangue de porco na frente de todo mundo. Kimberly Peirce, você ganha meus parabéns por isso! E não escute os haters viúvos do filme 1976! Tirando o CGI exagerado de alguns momentos (aquele para-brisa se espatifando, por quê?), você fez o certo, e mostrou a destruição com calma, atenção, evitando aquela bagaceríssima tela dividida que De Palma tinha usado, e passando longe dos efeitos sonoros vagabundos que embalavam de forma incrivelmente cafona o tenso olhar arregalado de Sissy Spacek.

 

Junto com o montador Lee Percy, Kimberly consegue compor uma cena formidável onde um bando de adolescentes entra em pânico e começa a correr apavorado, a maioria morrendo no processo (destaque para as gêmeas que são pisoteadas). E ainda que seja uma pena o salão bem decorado pela diretora de arte Carol Spier não ter sido melhor explorado pela fotografia de Steve Yedlin nos momentos do baile que precediam o clímax da história (como é que Chris e Billy conseguiram entrar e sair tão facilmente sem serem vistos?), é revigorante ver a pequena Carrie aplicando sua vingança, em um momento de êxtase do espectador que lembra o glorioso e emblemático final de Dogville. Sim, estou positivamente comparando o remake meia boca de Carrie a um filme do Lars Von Trier. E sim, eu sinceramente acredito que aquele bando de gente merecia morrer (nos dois filmes).

Toda a destruição que acontece nessa cena é sensacional, principalmente porque dá ver o que raios está acontecendo! Ao contrário do que ocorria no filme do De Palma, aqui acompanhamos a ação de modo compreensível, e saboreamos da vingança de Carrie junto com ela. E Chloë Moretz manda a ver. Coberta de sangue, ela se mostra devidamente puta com o mundo, e gesticula e mostra os dentes com toda a raiva acumulada por anos de maus tratos. E o mais legal é ver a pequena demonstrando o prazer sádico da personagem naquilo tudo (um prazer merecido), sem, no entanto, fazer Carrie soar uma psicopata que recém descobriu sua psicopatia. A satisfação ali vem acompanhada da libertação da raiva, da descoberta da liberdade tardia. Não dá pra julgar a Carrie.

Carrie evil

Após esse momento bala, que é o melhor momento do filme e que não deveria ser o melhor momento do filme, infelizmente, o filme encerra de forma insatisfatória – e não haveria de ser diferente. Já que todo o drama da narrativa até ali foi feito nas coxas, é óbvio que o final, que é para ser o momento mais intenso de tudo, o pico dramático, não funciona como deveria. Não vou revelar nenhuma informação relevante, não há necessidade de spoilers para criticar esse final. Ele não funciona porque o resto do filme não foi feito direito, e eras isso. Só pergunto uma coisa sobre a penúltima cena: de onde saiu tanta pedra?? É muita pedra e, de novo, muito CGI escorrendo pela tela.

Filme de terror não pode ter tanto CGI assim, caramba! Ainda mais um cuja trama tenha sua força central calcada no terror psicológico, e não no gore, e esse é outro motivo que faz esse novo Carrie não funcionar tão bem: dar mais atenção ao gore que aos elementos psicológicos. Além de apostar no gore, é um gore digital. Tudo errado. E aquela lápide… porra!

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A Hora do Espanto (2011)

10/10/2011

Os anos 1980, aqueles que tive a infelicidade de não testemunhar por nascer no começo a década exatamente posterior, foram marcados no cinema hollywoodiano por duas coisas: dramas melodramáticos vencendo o Oscar de Melhor Filme (novidade?), e uma extensa leva de filmes de terror.

O A Hora do Espanto original (Fright Night, EUA, 1985) surgiu bem no meio dessa mania de Hollywood em semear franquias de terror tão badaladas como Halloween (era 79, mas, hei, quase 80), Sexta-Feira 13 (1980), Evil Dead (1981), A Hora do Pesadelo (1984), Hellraiser (1987), Chucky (1988)… Era 1985, e o roteirista Tom Holland (o mesmo que depois viria a ser o criador de Chucky) decidiu estrear na direção com um filme sobre vampiros, fazendo surgir A Hora do Espanto, que então virou cult entre os fãs do gênero, e que hoje é considerado um pequeno clássico do gênero. E no mesmo hoje, 26 anos depois, Holland contemplou sua criação sendo refilmada.

“Refilmada por quê?!”, perguntariam alguns revoltados. É simples. Os anos 2000, no geral, marcaram a refilmagem de quase todos os filmes de terror do mundo, além de outros sucessos específicos dos nos anos 1980 (como Conan, Footloose e Hairspray). Some a isso o fato de a figura do Vampiro tão erroneamente em voga hoje graças ao sucesso estrondoso daquele conto de fadas chamado Crepúsculo, e A Hora do Espanto aparece como um prato cheio para ser recolocado no forno.

Filmado em um 3D dispensável (só as faíscas dos vampiros queimando se fazem notar ultrapassando a quarta parede), esse novo A Hora do Espanto cumpre exatamente o que promete, oferecendo uma aventura despretensiosa e divertida, ainda que pouco criativa. Não sei em comparação com o filme de 85, mas o roteiro desse aqui, escrito por Marti Noxon, não explora muito a premissa do adolescente desacreditado que descobre ser vizinho de um vampiro que vem se alimentando de pessoas da região.

Primeiro confrontado pelas suspeitas do amigo nerd Ed (Christopher Mintz-Plasse), o protagonista Charley (Anton Yelchin) só passa a realmente acreditar na ameaça representada pelo seu novo vizinho, Jerry (Colin Farrell), depois que Ed desaparece. Preocupado com sua namorada Amy (Imogen Poots) e com sua mãe (Toni Collette), Charley busca ajuda com o astro de Las Vegas Peter Vincent (David Tennant), suposto entendido no assunto. Não tarda muito para Jerry perceber as descobertas de Charley e passar então a caçar ele e sua família.

A partir dessa trama, o principalmente problema do filme se dá na estrutura do roteiro que, incluindo vários encontros determinantes entre Charley e Jerry, faz o filme perder o ritmo na medida em que temos a sensação de que nada está se resolvendo. Ao mesmo tempo, o diretor Craig Gillespie falha ao não conseguir impor uma atmosfera de suspense que se mantenha presente. As cenas de embate são bem dirigidas e, sim, tensas – principalmente aquela de Charley invadindo a casa de Jerry e, depois, a da fuga de carro -, mas, no geral, no intervalo dessas cenas, o filme se torna monótono, perdendo, portanto, o ritmo.

E se não descremos na ameaça representada por Jerry durante esses períodos de tédio, é graças à performance excelente de Colin Farrell, que, parecendo se divertir como nunca, encarna o vampiro com uma arrogante e sedutora auto-confiança que nos faz ter certeza que ele conseguirá o que quer. O desejo que emana da expressão de Farrell quando está prestes a morder uma vítima é hipnotizante – e Gillespie é esperto ao captar esse breve momento de glamour apenas para quebrá-lo no segundo seguinte com o retrato cru da mordida.

Eis o grande acerto do diretor (e do filme como um todo): um retrato digno dos vampiros. O falatório incompreensível entre crepusculetes fez os grandes estúdios pensarem que eram os vampiros que estavam fazendo sucesso no lugar do romantismo meloso e machista da autora Stephenie Meyer. Então, por mero acaso, sim, os vampiros entraram na mídia de novo. Apareceram mais séries literárias com vampiros (ou simplesmente historias sobrenaturais diversas com o mesmo tom novelesco de Crepúsculo) por aí, como Fallen, House of Night, Hush hush, Wake: Despertar; criaram duas séries de TV sobre vampiros (True Blood e The Vampire Diaries – a primeira sendo adaptada de uma dessas séries de livros); e claro que o cinema logo seria repovoado pelo sugadores de sangue. Até agora, podemos contar, entre outros, os mais famosos Eu Sou a Lenda (vampiros que na real são zumbis, mas mesmo assim, 2007) e 30 Dias de Noite (2007), o despercebido Cirque Du Freak: O Aprendiz de Vampiro (2009), o já esquecido Matadores de Vampiras Lésbicas (2009), e os inéditos Amanhecer Violento (2010) e o excelente O Filho da Meia-Noite (2011). E entrando para o time desses últimos que retratam os vampiros como de fato são, assassinos sanguinários, A Hora do Espanto tem nesse ponto seu maior mérito.

Para isso contribui também a boa fotografia de Javier Aguirresarobe, que mergulha tudo em tons sombrios, sem contar a ótima trilha sonora de Ramin Djawadi que mescla melodias soturnas e descontraídas, criando aquele clima ideal para terror adolescente, e, claro, a maquiagem (digital e/ou tradicional) que cria a verdadeira face dos vampiros.

Uma pena que, como dito antes, o roteiro de Marti Noxon seja tão sem graça. Roteirista incansável de Angel e Buffy, ela deveria saber fazer um uso melhor da mitologia vampiresca. E é notável o furo do roteiro no momento em que Charley vai buscar ajuda com Peter Vincent. Spoiler: depois da tentativa frustrada de salvar sua vizinha, quando Charley testemunha a mesma se carbonizando ao sol após sair da casa de Jerry, ele vai até Peter Vincent perguntar como matar um vampiro. Ora pois, ele próprio acabara de matar um, não é mesmo? E a justificativa para o personagem de Vincent é, aliás, fraquíssima, praticamente só servindo para dar nome ao filme (o show de Vincent se chama A Hora do Espanto) e para David Tennant nos provocar algumas risadas – inspirado em Russell Brand, Tennant de fato está divertidíssimo. (E outro detalhe incompreensível na referida cena de resgate fracassado se refere ao tempo que Charley passa dentro da casa de Jerry nessa ocasião. Ele entra lá quando ainda é noite, não fica muito, e quando sai já é de manhã.)

 

Contanto com um elenco equilibrado, o filme é o tempo uma sucessão de momentos interessantes e momentos chatos. No final, A Hora do Espanto não oferece muito mais do que uma diversão esquecível. Não que se propusesse a muito mais que isso. Mas vale por recolocar o Vampiro de verdade no mapa.