Posts Tagged ‘os vingadores’

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Homem de Ferro 3

28/04/2013

Homem de Ferro 3 é melhor que o 2, inferior ao 1, contém boas cenas de ação, um senso de humor maravilhoso, e um sensacional tema musical original para o herói. Por que, então, vou dizer que pessoas irão se decepcionar?

Porque o arco narrativo do filme se estrutura todo em cima de um artifício que Alfred Hitchcock batizou de ‘MacGuffin’. Há uma revelação sobre a verdade por trás de determinado personagem que irá surpreender a (quase) todos, e irritar alguns outros.

Mas, quer saber? Foda-se.

Tem gente que reclamou de O Cavaleiro das Trevas Ressurge pelo fato de Bruce Wayne passar a maior parte do filme como ele mesmo e não como Batman. Em Homem de Ferro 3 – que tem muito do terceiro Batman nele, aliás –, Tony Stark fica quase o filme todo fora do traje de lata que o deixou famoso. Pessoas vão reclamar disso também? Vão. Tem alguma importância? Não. O filme funciona muito bem… Apesar disso? Ou justamente em função disso?

Voto pela segunda opção.

Homem de Ferro 3 tem seus problemas, claro, mas Tony Stark fora do traje não é um deles, e muito menos o é o MacGuffin referido antes.

A maior parte do imenso sucesso que o Homem de Ferro fez no cinema se deu graças à persona divertidíssima com a qual Robert Downey Jr. pincelou o personagem de Tony Stark, aquele egocêntrico e irresistível playboy gazilionário. Isso fica claro no final já no final do primeiro filme, quando Stark afirma na frente da coletiva de imprensa que ele é o Homem de Ferro. Essa autoafirmação está na natureza do personagem. E como o próprio Stark diz nesse terceiro filme, o traje é apenas uma carapaça.

Um filme APENAS sobre Tony Stark já faria uma boa bilheteria. O timing cômico de Downey Jr. daria conta do recado numa boa.

Quem reclamar da ausência do “Homem de Ferro” nesse Homem de Ferro 3 é porque queria ver filme do Michael Bay. Vai lá pros Transformers da vida ser feliz, amigo. E olha que apesar de Tony não vestir o traje com tanta frequência, esse talvez seja o longa da franquia com mais cenas ação.

Excelentes cenas de ação, aliás. É uma pena que eu tenha conferido o filme em 3D, que é convertido, vagabundo, raso, e só serve para escurecer a imagem e jogar para longe a nitidez das sequências mais agitadas – que numa sessão 2D tenho certeza que devem soar compreensíveis e mais empolgantes. Os costumeiros efeitos visuais (e sonoros) excelentes de filmes da Marvel fazem seu trabalho de forma admirável, principalmente na batalha final, que envolve várias tomadas de ação paralelas num mesmo ambiente – e para a fluência dessa ótima cena também contribui a competente montagem de Peter S. Elliot e Jeffrey Ford (este último já tendo montado Os Vingadores e Capitão América), que jamais deixa o espectador confuso, mesmo nos momentos mais movimentados e cheios de cortes.

Agora, voltando a falar da armadura de Stark (UI!), só pra esclarecer um ponto, sobre o estar-em e o estar-fora, como poderia dizer Heidegger, se este viesse a escrever uma crítica de cinema sobre Homem de Ferro 3. A única coisa relacionada à lataria de Stark que de fato incomoda um pouco (num nível pessoal) é a falta de foco do personagem. Desde que ele saiu daquela caverna afegã em 2008, o gênio não parou de fazer trocentos modelos diferentes da Mark I – julgando pelo fato de a Mark 42 ser o protótipo mais recente, dá pra deduzir que ele tenha construído, portanto, quarenta e duas armaduras(!). Ajuda a reforçar a personalidade ATUCANADA de Stark, e a ilustrar o efeito dos ataques de ansiedade que vem sofrendo desde os eventos retratados em Os Vingadores, mas não deixa de ser um pouco decepcionante não haver alguma armadura definitiva. Só que, como isso é um detalhe muito bem explorado (e até criticado) pelo roteiro, e como há uma justificativa dramática para tal, compreende-se o fato.

Justificativa também há para o Mandarim e para os motivos que o regem. Não dá pra comentar sem explicitar spoiler dos grande, ou no mínimo sugerir uma reviravolta que, ao se ter suspeita prévia dela, perde bastante de seu efeito quando a hora chega. Basta dizer que, ao julgar pela linha da narrativa, a decisão do diretor/roteirista Shane Black de abordar o personagem por aquele ângulo é totalmente compreensível, e faz toda a porra do sentido, além de criar um arco dramático bem redondinho.

O que não faz sentido é, com a iminência de um ataque terrorista de marca maior para cima da cabeça do presidente dos EUA, por que raios, sei lá, o Capitão América não fez nada pra ajudar? O Thor tá ocupado em, tipo, outra dimensão, o que justifica sua ausência, mas onde estão Seiya e os outros…? Ops, universo errado. Onde estão o Capitão e os outros Vingadores? Sim, é um filme do HOMEM DE FERRO, ele é para ser a estrela, mas não basta só citar os eventos dos outros filmes da franquia na expectativa de situar o espectador dentro dessa história “transnarratívica” que são os filmes da Marvel. Cadê a porra da S.H.I.E.L.D num momento em que o Mandarim tá literalmente tocando o terror pra cima de todo mundo? Precisava explicar porque o Tony tá sozinho nessa.

Outra coisa que não cola é o monólogo que abre e fecha o filme. Embora, me parece, a ideia de usar narração seja para dar um ar de clousura (neologismo que inventei agora e que serve como tradução literal da palavra inglesa “closure”, que significa “fechamento”) para as aventuras solo do personagem – afinal, o terceiro capítulo de uma trilogia sempre implica nisso –, o monólogo soa apenas manhoso, melodramático, esquemático e definitivamente não-Tony-Stark-style. Não precisa. Tipo, mesmo. O filme poderia começar com o flashback de 1999 numa boa, o que renderia maior energia e urgência à trama. E sim, existe uma justificativa narrativa para a narração (pelo menos isso!), que fica clara na cena pós-créditos, mas que, apesar de muito divertida, é uma cena que, de certa forma, diminui a força da história ao fazer o filme todo soar como um gigante e megalomaníaco flashback que se passa durante algum pedaço de Os Vingadores 2.

Findando a discussão, concluo que Homem de Ferro 3 tem muito mais acertos que erros. E vale dizer que o compositor Brian Tyler faz aqui o melhor trabalho de sua carreira (que não era muito expressiva, mas ok), e finalmente carimba musicalmente a persona do Homem de Ferro no espectro cinematográfico da sétima arte (ó que fala bunita!) com um imponente tema musical que é construído aos poucos e que se solidifica de forma linda na empolgante balada que toca durante os belos créditos finais, que servem como uma pequena e bela retrospectiva dos outros filmes do personagem.

Obs: estou pensando em escrever um texto para discutir o Mandarim e a polêmica que o circunda.

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Ghuyer Awards 2012, vencedores

19/01/2013

Depois de correr atrás de alguns dos lançamentos relevantes do ano passado, cheguei à minha decisão sobre os meus preferidos. Os vencedores estão em negrito.

Lembrete: leiam aqui as explicações sobre a seleção dos indicados antes de reclamarem da ausência de algum filme.

 

Melhor Filme

Argo

O Espião Que Sabia Demais

O Homem da Máfia

Millennium: Os Homens Que Não Amavam As Mulheres

A Separação

 

Melhor Direção

Argo (Ben Affleck)

O Espião Que Sabia Demais (Tomas Alfredson)

O Homem da Máfia (Andrew Dominik)

Millennium: Os Homens Que Não Amavam As Mulheres (David Fincher)

A Separação (Asghar Farhadi)

 

Melhor Elenco

O Espião Que Sabia Demais

O Homem da Máfia

Políssia

Rota Irlandesa

A Separação

 

Melhor Ator

O Artista (Jean Dujardin)

O Espião Que Sabia Demais (Gary Oldman)

Ewan McGregor (O Impossível)

A Separação (Payman Maadi)

Shame (Michael Fassbender)

 

Melhor Atriz

Garota Eslovena (Nina Ivanisin)

O Impossível (Naomi Watts)

Millennium: Os Homens Que Não Amavam As Mulheres (Rooney Mara)

Precisamos Falar Sobre o Kevin (Tilda Swinton)

A Separação (Leila Hatami)

 

Melhor Ator Coadjuvante

Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (Tom Hardy)

Drive (Albert Brooks)

Fausto (Anton Adasinsky)

Millennium: Os Homens Que Não Amavam As Mulheres (Stellan Skarsgard)

Precisamos Falar Sobre o Kevin (Erza Miller)

 

Melhor Atriz Coadjuvante

A Fonte das Mulheres (Biyouna)

Histórias Cruzadas (Viola Davis)

Políssia (Karin Viard)

Políssia (Marina Foïs)

A Separação (Sareh Bayat)

 

Melhor Filme de Animação

Frankenweenie (Tim Burton)

A Origem dos Guardiões (Peter Ramsay)

ParaNorman (Chris Butler, Sam Fell)

Valente (Brenda Chapman, Mark Andrews, Steve Purcell)

 

 Melhor Roteiro Original

2 Coelhos (Afonso Poyart)

Garota Eslovena (Damjan Kozole, Matevz Luzar, Ognjen Svilicic)

Rota Irlandesa (Paul Laverty)

A Separação (Asghar Farhadi)

Shame (Steve McQueen)

 

Melhor Roteiro Adaptado

Argo (Chris Terrio)

O Espião Que Sabia Demais (Bridget O’Connor, Peter Straughan)

O Homem da Máfia (Andrew Dominik)

Millennium: Os Homens Que Não Amavam As Mulheres (Steven Zaillian)

Precisamos Falar Sobre o Kevin (Lynne Ramsay, Rory Kinnear)

 

Melhor Montagem

007: Operação Skyfall (Stuart Baird)

Argo (William Goldenberg)

Drive (Matthew Newman)

O Espião Que Sabia Demais (Dino Jonsäter)

Millennium: Os Homens Que Não Amavam As Mulheres (Angus Wall, Kirk Baxter)

 

Melhor Fotografia

007: Operação Skyfall (Roger Deakins)

As Aventuras de Pi (Claudio Miranda)

Cavalo de Guerra (Janusz Kaminski)

A Invenção de Hugo Cabret (Robert Richardson)

Millennium: Os Homens Que Não Amavam As Mulheres (Jeff Cronenweth)

 

Melhor Direção de Arte

Cavalo de Guerra (Rick Carter)

O Espião Que Sabia Demais (Maria Djurkovic)

A Invenção de Hugo Cabret (Dante Ferretti)

Millennium: Os Homens Que Não Amavam As Mulheres (Donald Graham Burt)

O Vingador do Futuro (Patrick Tatopoulos)

 

Melhor Figurino

O Artista (Mark Bridges)

Cavalo de Guerra (Joana Johnston)

O Espião Que Sabia Demais (Jacqueline Durran)

Os Infratores (Margot Wilson)

A Mulher de Preto (Keith Madden)

 

Melhor Trilha Sonora

O Artista (Ludovico Bource)

As Aventuras de Pi (Mychael Danna)

Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (Hans Zimmer)

Cavalo de Guerra (John Williams)

Millennium: Os Homens Que Não Amavam As Mulheres (Trent Reznor, Atticus Ross)

 

Melhor Composição

Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (“Why Do We Fall?”, de Hans Zimmer)

O Espião Que Sabia Demais (“Tinker Tailor Soldier Spy”, de Alberto Iglesias)

Moonrise Kingdom (“The Heroic Weather-Conditions of the World”, de Alexandre Desplat)

Prometheus (“Life”, de Harry Gregsom-Williams)

Os Vingadores (“The Avengers”, de Alan Silvestri)

 

Melhor Canção

007: Skyfall (“Skyfall”, de Adele)

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada (“A Song for the Lonely Mountain”, de Neil Finn)

Os Infratores (“Midnight Run”, Marc Copely)

Valente (“Into the Open Air”, de Alex Mandel)

Valente (“Touch the Sky”, de Alex Mandel e Mark Andrews)

 

Melhor Maquiagem

Dredd (Megan Tanner)

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada (Peter King, Richard Taylor)

Homens de Preto 3 (Bernadette Mazur, Rick Baker, Sasha Quarles)

A Invenção de Hugo Cabret (Jan Archibald, Morag Ross)

Prometheus (Connor O’Sullivan)

 

Melhor Som

007: Operação Skyfall (Christopher Assells, Karen M. Baker, Per Hallberg, Peter Staubli)

Cavalo de Guerra (Gary Rydstrom, Richard Hymns)

Drive (Lou Bender, Victor Ray Ennis)

Millennium: Os Homens Que Não Amavam As Mulheres (Bo Persson, David Parker, Michael Semanic, Ren Klyce)

Os Vingadores (Christopher Boyes, Frank E. Eulner)

 

Melhores Efeitos Visuais

As Aventuras de Pi (Bill Westenhofer, Guillaume Rocheron)

O Hobbit: Uma Jornanda Inesperada (Christian Rivers, Joe Letteri, Richard Taylor)

A Invenção de Hugo Cabret (Alex Henning, Ben Grossman, Joss Williams, Robert Legato)

O Vingador do Futuro (Adrian De Vet, Charley Henley, Chris Thomas, Clay Pinney, Laird McMurray, Peter Chiang)

Os Vingadores (Allison Gainza, Jeff White)

 

Relação dos Vencedores

3 – O Espião Que Sabia Demais

2 – Drive | O Hobbit: Uma Jornada Inesperada | Millennium: Os Homens Que Não Amavam As Mulheres | A Separação

1 – As Aventuras de Pi | A Invenção de Hugo Cabret | Moonrise Kingdom | A Mulher de Preto | A Origem dos Guardiões | Políssia | Precisamos Falar Sobre o Kevin | Shame | Os Vingadores

 

Foi um ano com vencedores bem equilibrados. Similar com o que aconteceu na edição anterior do Ghuyer Awards, e diferente do que vinha acontecendo até então.

 

Aqui, todas as revelações de 2012, em maior ou menor grau:

Revelações

Afonso Poyart (diretor/roteirista, 2 Coelhos)

Asa Butterfield  (ator, A Invenção de Hugo Cabret)

Ezra Miller (ator, Precisamos Falar Sobre o Kevin)

Mark Womack (ator, Rota Irlandesa)

Nina Ivanisin (atriz, Garota Eslovena)

Rooney Mara (atriz, Millennium: Os Homens Que Não Amavam As Mulheres)

Sam Mendes como diretor de ação

Suraj Sharma (ator, As Aventuras de Pi)

Tom Holland (ator, O Impossível)

 

E finalmente,

Os 10 Melhores Filmes de 2012

  1. O Espião Que Sabia Demais (Inglaterra)
  2. A Separação (Irã)
  3. Millennium: Os Homens Que Não Amavam As Mulheres (EUA)
  4. Argo (EUA)
  5. O Homem da Máfia (EUA)
  6. Rota Irlandesa (Irlanda)
  7. O Impossível (Espanha)
  8. Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (EUA)
  9. Garota Eslovena (Eslovênia)
  10. Políssia (França)
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Ghuyer Awards 2012, indicados

03/01/2013

Então, vamos lá. Dois dias atrás eu postei a lista com todos os filmes que assisti em 2012, seja no cinema ou em casa. 207, no total. Desses, cerca de 85 eu vi no cinema, e exatamente 77 foram lançamentos comerciais nos cinemas de Porto Alegre. Ou seja, 77 filmes que entraram oficialmente em cartaz. É considerando esses filmes que eu montei minha lista de melhores do ano. Portanto, trata-se de uma lista que passa por duas seleções: 1) o filme tem que ter estreado comercialmente em Porto Alegre*; 2) eu tenho que ter assistido e gostado do filme.

*considero as estreias apenas de Porto Alegre, e gosto de avisar sobre esse fato, porque tem filmes que estreiam em outras cidades, como São Paulo, e que não chegam aos cinemas daqui, da mesma forma que alguns poucos e raros filmes ganham uma passagem exclusiva apenas pelos cinemas da capital gaúcha.

Evidentemente, filmes que eu não vi não entraram na lista, então guardem alguns dos xingamentos. Vocês devem saber que às vezes tenho opiniões polêmicas e quase sempre alguns filmes celebrados por todos não entram nas minhas listas de melhores ano, mas também precisam saber que tem muito filme bom que estreou em Porto Alegre e que eu não consegui ver ainda. “Ainda”. Essa palavra é mágica. Abaixo segue a minha seleção dos melhores do ano em várias categorias, maaaas, se eu por acaso assistir algum filme atrasado e achar que o mesmo merece aparecer em alguma dessas categorias, vou editar o post com a consciência tranquila – afinal, eu que mando aqui; Ghuyer Awards não leva meu nome por acaso. Mas, caso haja alguma alteração, farei uma observação avisando de tal feito.

Antes de anunciar os indicados ao Ghuyer Awards 2012, no entanto, só gostaria de avisar que incluí uma categoria nova para essa edição da premiação. Além de melhor trilha sonora, que considera todas as peças musicais compostas especialmente para o filme, e melhor canção, autoexplicativa, agora também haverá a categoria melhor composição, que irá considerar apenas a melhor faixa musical instrumental da trilha sonora de cada filme. “Melhor tema musical” não seria um nome correto, visto que não é o tema principal do filme que concorre, mas qualquer composição.

Vamos lá:

Melhor Filme

Argo

O Espião Que Sabia Demais

O Homem da Máfia

Millennium: Os Homens Que Não Amavam As Mulheres

A Separação

Melhor Direção

Argo (Ben Affleck)

O Espião Que Sabia Demais (Tomas Alfredson)

O Homem da Máfia (Andrew Dominik)

Millennium: Os Homens Que Não Amavam As Mulheres (David Fincher)

A Separação (Asghar Farhadi)

Melhor Elenco

O Espião Que Sabia Demais

O Homem da Máfia

Políssia

Rota Irlandesa

A Separação

Melhor Ator

O Artista (Jean Dujardin)

O Espião Que Sabia Demais (Gary Oldman)

Ewan McGregor (O Impossível)

A Separação (Payman Maadi)

Shame (Michael Fassbender)

Melhor Atriz

Garota Eslovena (Nina Ivanisin)

O Impossível (Naomi Watts)

Millennium: Os Homens Que Não Amavam As Mulheres (Rooney Mara)

Precisamos Falar Sobre o Kevin (Tilda Swinton)

A Separação (Leila Hatami)

Melhor Ator Coadjuvante

Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (Tom Hardy)

Drive (Albert Brooks)

Fausto (Anton Adasinsky)

Millennium: Os Homens Que Não Amavam As Mulheres (Stellan Skarsgard)

Precisamos Falar Sobre o Kevin (Erza Miller)

Melhor Atriz Coadjuvante

A Fonte das Mulheres (Biyouna)

Histórias Cruzadas (Viola Davis)

Políssia (Karin Viard)

Políssia (Marina Foïs)

A Separação (Sareh Bayat)

Melhor Filme de Animação

Frankenweenie (Tim Burton)

A Origem dos Guardiões (Peter Ramsay)

ParaNorman (Chris Butler, Sam Fell)

Valente (Brenda Chapman, Mark Andrews, Steve Purcell)

 

Melhor Roteiro Original

2 Coelhos (Afonso Poyart)

Garota Eslovena (Damjan Kozole, Matevz Luzar, Ognjen Svilicic)

Rota Irlandesa (Paul Laverty)

A Separação (Asghar Farhadi)

Shame (Steve McQueen)

 

Melhor Roteiro Adaptado

Argo (Chris Terrio)

O Espião Que Sabia Demais (Bridget O’Connor, Peter Straughan)

O Homem da Máfia (Andrew Dominik)

Millennium: Os Homens Que Não Amavam As Mulheres (Steven Zaillian)

Precisamos Falar Sobre o Kevin (Lynne Ramsay, Rory Kinnear)

 

Melhor Montagem

007: Operação Skyfall (Stuart Baird)

Argo (William Goldenberg)

Drive (Matthew Newman)

O Espião Que Sabia Demais (Dino Jonsäter)

Millennium: Os Homens Que Não Amavam As Mulheres (Angus Wall, Kirk Baxter)

Melhor Fotografia

007: Operação Skyfall (Roger Deakins)

As Aventuras de Pi (Claudio Miranda)

Cavalo de Guerra (Janusz Kaminski)

A Invenção de Hugo Cabret (Robert Richardson)

Millennium: Os Homens Que Não Amavam As Mulheres (Jeff Cronenweth)

Melhor Direção de Arte

Cavalo de Guerra (Rick Carter)

O Espião Que Sabia Demais (Maria Djurkovic)

A Invenção de Hugo Cabret (Dante Ferretti)

Millennium: Os Homens Que Não Amavam As Mulheres (Donald Graham Burt)

O Vingador do Futuro (Patrick Tatopoulos)

Melhor Figurino

O Artista (Mark Bridges)

Cavalo de Guerra (Joana Johnston)

O Espião Que Sabia Demais (Jacqueline Durran)

Os Infratores (Margot Wilson)

A Mulher de Preto (Keith Madden)

Melhor Trilha Sonora

O Artista (Ludovico Bource)

As Aventuras de Pi (Mychael Danna)

Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (Hans Zimmer)

Cavalo de Guerra (John Williams)

Millennium: Os Homens Que Não Amavam As Mulheres (Trent Reznor, Atticus Ross)

Melhor Composição

Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (“Why Do We Fall?”, de Hans Zimmer)

O Espião Que Sabia Demais (“Tinker Tailor Soldier Spy”, de Alberto Iglesias)

Moonrise Kingdom (“The Heroic Weather-Conditions of the World”, de Alexandre Desplat)

Prometheus (“Life”, de Harry Gregsom-Williams)

Os Vingadores (“The Avengers”, de Alan Silvestri)

Melhor Canção

007: Skyfall (“Skyfall”, de Adele)

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada (“A Song for the Lonely Mountain”, de Neil Finn)

Os Infratores (“Midnight Run”, Marc Copely)

Valente (“Into the Open Air”, de Alex Mandel)

Valente (“Touch the Sky”, de Alex Mandel e Mark Andrews)

Melhor Maquiagem

Dredd (Megan Tanner)

O Hobbit: Uma Jornada Inesperada (Peter King, Richard Taylor)

Homens de Preto 3 (Bernadette Mazur, Rick Baker, Sasha Quarles)

A Invenção de Hugo Cabret (Jan Archibald, Morag Ross)

Prometheus (Connor O’Sullivan)

Melhor Som

007: Operação Skyfall (Christopher Assells, Karen M. Baker, Per Hallberg, Peter Staubli)

Cavalo de Guerra (Gary Rydstrom, Richard Hymns)

Drive (Lou Bender, Victor Ray Ennis)

Millennium: Os Homens Que Não Amavam As Mulheres (Bo Persson, David Parker, Michael Semanic, Ren Klyce)

Os Vingadores (Christopher Boyes, Frank E. Eulner)

Melhores Efeitos Visuais

As Aventuras de Pi (Bill Westenhofer, Guillaume Rocheron)

O Hobbit: Uma Jornanda Inesperada (Christian Rivers, Joe Letteri, Richard Taylor)

A Invenção de Hugo Cabret (Alex Henning, Ben Grossman, Joss Williams, Robert Legato)

O Vingador do Futuro (Adrian De Vet, Charley Henley, Chris Thomas, Clay Pinney, Laird McMurray, Peter Chiang)

Os Vingadores (Allison Gainza, Jeff White)

 

Distribuição das Indicações

10 – Millennium: Os Homens Que Não Amavam As Mulheres

9 – O Espião Que Sabia Demais

7 – A Separação

5 – Cavalo de Guerra

4 – 007: Operação Skyfall | Argo | O Homem da Máfia | A Invenção de Hugo Cabret

3 – O Artista | As Aventuras de Pi | Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge | Drive | O Hobbit: Uma Jornada Inesperada | Políssia | Precisamos Falar Sobre o Kevin | Valente | Os Vingadores

2 – Garota Eslovena | O Impossível | Os Infratores | Prometheus | Rota Irlandesa | Shame | O Vingador do Futuro

1 – 2 Coelhos | Dredd | Fausto | A Fonte das Mulheres | Frankenweenie | Histórias Cruzadas | Homens de Preto 3 | Moonrise Kingdom | A Mulher de Preto | ParaNorman | A Origem dos Guardiões

Os vencedores serão anunciados em duas semanas. E lembrem-se que, à medida que eu for assistindo filmes de 2012, posso editar essa distribuição de indicações aqui.

Update! Assisti a O Impossível e decidi indicá-lo a melhor atriz (Naomi Watts) e melhor ator (Ewan McGregor), portanto as prévias indicações de A Fonte das Mulheres e de O Homem da Máfia nessas categorias, respectivamente, foram desconsideradas.

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Os Vingadores e as “imparcialidades” da Crítica

02/05/2012

Tem umas críticas negativas sobre Os Vingadores que basicamente só estão aí para afirmar o óbvio: quem nunca gostou de Os Vingadores não gostou do filme sobre Os Vingadores. Oh! Não me diga!

Isso me lembra da resenha do Rubens Ewald Filho sobre O Grande Truque, em que ele justifica não ter gostado do filme pura e simplesmente porque nunca foi um fã de mágica! Muito bacana, seu Rubens. É referente a isso que, acredito, algumas pessoas reclamam da falta de uma suposta “imparcialidade” em determinadas críticas de cinema. Existe a clássica “imparcialidade” utópica e babaca de se exigir que o cara escreva um texto como se fosse um robô, apontando todos detalhes positivos e negativos de uma obra de arte e suprimindo qualquer emoção em relação ao que se está discutindo. Isso não só é impossível, como seria, na verdade, pouco interessante se fosse real, uma vez que a graça do mundo está nas diferentes interpretações que cada um constrói a partir de seus respectivos e parciais pontos de vista. Mas existe outra imparcialidade: aquela que deveria existir, mas falta a certos críticos que, às vezes, como nesse caso do Rubens, tentam justificar a incompetência de um filme apenas levando em conta um gosto particular. Não gosto de X, e filme Y possui X, portanto não gosto de filme Y. Não, não. Assim não! O Rubens foi parcial no sentido em que ele não gostou do filme porque o filme tratou de um tema que ele não gosta. Nesse aspecto, ele deveria, sim, ter sido imparcial. Com essa imparcialidade eu concordo, e considero não só justo como necessário acusar sua ausência. E não é complicado empregá-la. Eu, por exemplo, nunca curti baseball – aliás, acho um esporte muito tolo – mas não deixei que isso me impedisse de gostar de O Homem Que Mudou o Jogo, e não encontrei a menor dificuldade no caminho.

Então aparece uma pessoa que diz não gostar de Os Vingadores porque… não gosta de Os Vingadores. Porra! É a mesma coisa que alguém que não gosta de peixe estar na condição de crítico gastronômico de um prato de sushi:

YOUR ARGUMENT IS INVALID.

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Abril 2012

01/05/2012

Em abril consegui voltar a ir ao cinema com uma frequência menos vergonhosa, mas ainda assim a média de filmes continua baixa:

06 – Jogos Vorazes (The Hunger Games, EUA, 2012) – 3/5

07 – Ilha: Uma Prisão Sem Grades (Boot Camp, EUA, 2008) – Mesmo com o final apressado e pouco desenvolvido, o filme ainda representa um assustador quadro sobre a decadente relação entre pais e filhos nos Estados Unidos. 4/5

08 – Gatos, Fios Dentais e Amassos (Angus, Thongs and Perfect Snogging, Inglaterra, 2008) – Genérico filme sobre o universo feminino adolescente da Inglaterra. Elenco não cativa e trama não envolve. 2/5

10 – Kid-Thing (Kid-Thing, EUA, 2012) – Através de uma inteligente estratégia visual e contanto com uma protagonista impulsiva e com índole destrutiva, Kid-Thing pinta um retrato curioso sobre as questões que atravessam de vida das crianças com pais ausentes. 3/5

13 – A Profecia (The Omen, Inglaterra, 1976) – O conceito de “filho do diabo” já havia sido muito melhor explorado cerca de 10 anos antes por Roman Polanski em seu O Bebê de Rosemary. De interessante e original, A Profecia só tem a oferecer a assustadora trilha sonora de Jerry Goldsmith. 2/5

17 – No Tempo das Diligências (Stagecoach, EUA, 1939) – Mais de 70 anos depois, No Tempo das Diligências continua empolgante e divertido. Não só é um filme de ação exemplar, com tomadas de câmera bem avançadas para a época, como ainda consegue lançar algumas (nem tão) sutis críticas sociais. 5/5

21 – Adrenalina 2: Alta Voltagem (Crank 2: High Voltage, EUA, 2009) – Propositalmente idiota e repleto de ação descerebrada, Adrenalina 2 diverte tanto quanto o primeiro filme, apesar de se repetir demais em certos momentos. 3/5

23 – Gilda (Gilda, EUA, 1946) – Apesar do bom humor e de alguns diálogos afiados, a trama é fraca, e o que se destaca no filme é mesmo a ousada performance de Rita Hayworth. 3/5
24 – Gilda (Gilda, EUA, 1946) – 3/5

25 – Um Método Perigoso (A Dangerous Method, Canadá, 2011) – 3/5

25 – Shame (Shame, EUA, 2011) – Estudo de personagem melancólico e bem construído, conta com visceral atuação de Michael Fassbender. 4/5

26 – À Toda Prova (Haywire, EUA, 2011) – Intrigante e divertido. À Toda Prova consegue ser inteligente e ao mesmo tempo descompromissado. 4/5

27 – Contatos de 4º Grau (The Fourth Kind, EUA, 2009) – O pior de tudo é que o filme tenta soar absurdamente sério quando, em essência, é absolutamente patético. 1/5

30 – Os Vingadores (The Avengers, EUA, 2012) – Tem um plano sequência na batalha final de Os Vingadores que resume perfeitamente o nível de excelência que é o filme. Com a câmera viajando com elegância pelo cenário em plena destruição e saltando de herói em herói, Joss Whedon realiza uma belíssima homenagem a esses icônicos personagens. É o momento máximo de um filme feito de fã para fã. Fantástico. 5/5

Foram 14 filmes, e uma média de nota de 3,2.