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Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge

27/07/2012

Lembro bem da tensão que vivenciei junto com alguns amigos durante os últimos períodos de aula que nos separavam na primeira sessão de Batman: O Cavaleiro das Trevas na sexta-feira de estreia do filme, quatro anos atrás. Ninguém escutava mais nada que o professor dizia, estávamos lá batendo os pés no chão, olhando para o relógio, entrando em agonia sempre que alguma turma liberada mais cedo passava ao lado da nossa sala. Nada parecia mais urgente e importante do que escutar o sinal do colégio e constatar que a aula tinha acabado. Poderíamos ir direto para o cinema assistir o novo filme do Batman. Não existia lugar marcado, nem venda antecipada de ingressos. O negócio era mesmo na correria para ver quem chegava primeiro. Então, eu sabia, e todos nós sabíamos, que naquele dia o sinal não só anunciaria o fim da aula, como estaria martelando na cabeça de todo mundo que “Hoje estreia o Batman!”, e nos alertando: “Corram para o cinema!”. Naquele dia, o sinal do colégio era basicamente o nosso próprio Bat-sinal.

O que assistimos no primeiro horário da tarde daquele dia foi algo além do que qualquer um de nós pudesse esperar.

Batman Begins havia tirado o Batman da vergonha alheia que tinham sido os últimos filmes protagonizados pelo personagem durante os anos 1990 e inaugurado uma tendência de enfoque mais realista para a maioria das adaptações de quadrinhos subsequentes. Reimaginando as origens de um dos maiores super-heróis da cultura ocidental, trazendo-o para um cenário mais humano e menos caricatural, ancorando suas ações em ideais sólidos e bem construídos que refletiam problemas reais. Batman Begins mostrou que o Batman poderia ser levado a sério.

No entanto, por mais legal e bem realizado que fosse, e mesmo com aquele gancho sensacional para a eventual sequência, Batman Begins não avisava ninguém do quão avassalador seria sua continuação: O Cavaleiro das Trevas, um filme que não só arrecadou mais de bilhão de dólares na bilheteria, como arrancou críticas positivas até do mais severo dos críticos e definitivamente quebrou paradigmas na História do Cinema.

O diretor/roteirista Christopher Nolan, o grande responsável por reviver o mito do Homem-Morcego, havia feito sua marca e revolucionado o modo de se fazer um “filme de super-herói”. Aprofundando o drama e a tensão a níveis inéditos nesse que hoje é o gênero mais rentável do cinema, Nolan deixou meio mundo com boca aberta, olhos extasiados, coração acelerado. O assustador Coringa de Heath Ledger travando batalhas ideológicas com o Batman e com o espectador, testando a moralidade dentro de nós, nos desgastando psicologicamente. O filme estava sendo equiparado a O Poderoso Chefão. Era o que diziam “é O Poderoso Chefão das adaptações de revistas em quadrinhos”. E depois, o próprio O Cavaleiro das Trevas virou comparativo – e lembro muito bem de certa leva de comentários a cerca de Tropa de Elite 2: “é o nosso O Cavaleiro das Trevas”.

Considerando o contexto, é preciso reconhecer que talvez O Cavaleiro das Trevas tenha sido aquele fenômeno todo não só em função de ser um filme excepcional per se, com um roteiro ambicioso e um vilão formidável, mas porque ninguém esperava algo daquela magnitude.

Agora, porém, a situação é outra, e o terceiro capítulo da saga enfrenta sim uma barreira incomensurável de alta expectativa. O que pode vir depois de O Cavaleiro das Trevas? Qual vilão pode ser pior que o Coringa? Como Christopher Nolan irá superar o que fez no filme anterior?

São questionamentos inevitáveis. Depois que um filme realmente muito bom tem sua sequência anunciada, a apreensão impera: de um lado, a esperança de ver algo tão bom ou talvez melhor que o filme anterior; de outro lado, o temor pela decepção.

No caso de Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge não há decepção alguma.

O começo, um Bruce Wayne recluso e desgastado, a atmosfera depressiva, a sensação de nostalgia, oito anos passaram, na história, desde os eventos retratados no filme anterior. O piano melancólico e sutil, a mesma melodia triste que pincelou o tom da trajetória introspectiva do personagem até li. A cidade está a salvo, não precisam mais de mim.

Parece um sonho, um déjà vu, talvez. O Batman acabou. O nosso herói, mancando, com uma bengala, no escuro, sozinho, amargurado, se escondendo do mundo. É só isso? É assim que acaba?

Na mansão Wayne, uma visitante inesperada que se camufla tentando desaparecer, e se destaca justamente por isso. É subestimada, segue uma conduta padrão que mais tarde irá se revelar como tática de autodefesa; mescla de aparência inofensiva e descaso moral: nos engana, ri da nossa cara, mas nos conquista. Ela é importante, não sabe disso ainda; é orgulhosa e egocêntrica, pode fazer a diferença, mas não agora.

Ao mesmo tempo e em outro lugar, um criminoso de olhar fulminante, voz profunda e rasgada por causa da máscara que usa, intrínseca, cicatriz eterna. O agente da CIA, convencido, arrogante, contrasta com a seriedade do mercenário, a fala de um tom sereno, como se suas ideias fossem as mais evidentemente corretas, mas também determinado, como que alertando para o perigo que está ali representado.

Tememos o que se aproxima.

A tempestade está chegando. O inverno está chegando…

Bruce Wayne está intrigado com o que pretende sua visitante noturna que lhe toma algo de valor. O colar é importante, mas não é o colar. É sua identidade.

Selina Kyle está precocemente segura de si, quando não deveria, e só se dará conta disso depois, mais tarde. Ela prevê a tempestade, crê que sua consciência lhe protegerá, mas não imagina que isso poderá mudá-la de um modo tão profundo.

Bane está pondo em prática seu plano de destruição, e não está sozinho. Tem muitos aliados, muitos seguidores, e alguém especial. Nada teme, acredita ter superado todos os perigos. Seu físico é assustador, mas é sua personalidade, sua determinação inabalável, sua confiança, sua certeza que mais assustam. Não duvida do ideal que persegue em nenhum momento. É sua vantagem, mas também sua fraqueza. Quer destruir o Batman, e vai destruir o Batman, mas quando ele menos esperar o Cavaleiro das Trevas vai ressurgir.

Ascender. Rise. O “ressurgir” sugerido no título brasileiro não equivale adequadamente à força que “rises” implica no título original. Ressurgir é um ato meramente físico, uma questão espacial. E o Cavaleiro das Trevas não simplesmente ressurge, mas ascende das trevas, renasce na escuridão. Volta maior do que era antes. Supera o que já foi um dia. É mais do que apenas retornar. É sua ascensão. E mais do que isso. É seu ultimato.

“Você já deu tudo para essa cidade”.

“Tudo não. Ainda não”.

Um reflexo da ambição do próprio Christopher Nolan: ainda não acabei o que eu tinha para dizer sobre o Batman.

Mas agora acabou.

O Cavaleiro das Trevas Ressurge é o último ato na trajetória iniciada em Batman Begins. É um ciclo que se fecha. Há uma ironia dramática perturbadora no arco da história, algo que a torna emblemática. Há aqui um retorno a mágoas do passado. Um esclarecimento. Redescobertas, reviravoltas, quebras de expectativas, esperanças despedaçadas, esperanças remendadas, novas esperanças.

O começo do filme soa como uma decepção precoce, mas é apenas uma ilusão autoimposta. A facilidade com que determinado personagem descobre a identidade do Batman, o distanciamento de Alfred, o aparecimento de Selina Kyle, a extensão dos planos de Bane, e o que está por trás dele: são detalhes que tornam perigosamente tensas as cordas que desenrolam as pontas da trama. Um aperto pouco calculado e tudo se rompe; um desleixo, e a estrutura fica frouxa e desaba.

Mas nada se rompe, nada desaba.

É apenas o maestro afinando sua orquestra. Quando a sinfonia de fato começa, sua execução é impecável. Quando ela termina, você quer ouvir tudo de novo.

Os 165 minutos passam, as quase 3h de filme passam e em nenhum momento o filme parece assim longo. A imersão na história é tal que sabemos o começo porque foi como começou e o fim porque foi a última imagem que apareceu na tela. Todo o restante, o miolo dessa obra de arte, é tão bem desenvolvido, que nos perdemos naquele cenário, presos com Bruce na caverna.

Estamos ali, de um lado acompanhando Bruce a se reerguer, e de outro testemunhando como Gothan faz para sobreviver em sua ausência. A narrativa é mais lenta, mas é essencial que seja. Só assim compreendemos totalmente a proporção da catástrofe que se impõe em cena, e a intensidade do sofrimento do nosso herói, primeiro conformado com seu fracasso, depois em agonia por não conseguir fugir do confronto com seus erros e o que isso lhe custou, e por fim determinado a voltar.

Ecoando a injustiça que permeia seu personagem, Christian Bale foi ignorado por premiações pelo desempenho vitorioso como Bruce Wayne em Batman Begins ou em O Cavaleiro das Trevas, quando já merecia palmas. Assim, torna-se ainda mais admirável a garra com que retrata o vigilante nesse terceiro filme. Reforçando a extensão de seu talento, junto à persona que interpreta, Bale supera as dificuldades que barrariam qualquer ator menos dedicado, e faz de Batman o herói mais trágico, humano e imponente já visto no cinema. Imaginando as futuras (inevitáveis) reencarnações cinematográficas da eterna criação de Bob Kane, é impossível crer que algum dia surgirá um ator mais Batman que Christian Bale.

Enfrentando a maior ameaça de todas, Batman, no entanto, não está sozinho, e Bale felizmente encontra aliados com competência a sua altura: não há ator no filme que não esteja totalmente entregue a seu papel. E para oferecer perigo a um personagem e uma atuação tão fortes, somente outro personagem forte, e um ator de igual calibre: seu nome é Tom Hardy.

Já no trailer do filme Hardy poderia causar pesadelos como Bane. A frieza em seu olhar é mérito de um profundo mergulho do ator dentro do que compreende o personagem. Nada vai me deter. Vou destruir o Batman, vou destruir Gothan. Seu conforto perante a qualquer situação, o fato de jamais demonstrar medo ou incerteza, são qualidades que o transformam no maior oponente que Bruce já enfrentou. A cadência marcante, hipnótica e psicologicamente amedrontadora de sua fala, característica que herdou de seu passado de pesadelo.

É incrível como Hardy se mostra à vontade na pele de um sujeito tão demoníaco, um choque semelhante a aquele causado pelo Coringa do simpático Heath Ledger. Mas, se o Coringa assustava por sua imprevisibilidade, Bane nos espanta com sua convicção, a certeza absoluta com que impõe seu plano destrutivo. Não há qualquer dúvida sobre o que ele irá fazer, e é isso o que mais nos apavora.

Se O Cavaleiro das Trevas mexia com nosso psicológico, fazendo tremer as bases da nossa noção de ética, nos jogando para o caos, O Cavaleiro das Trevas Ressurge nos abala emocionalmente, e forma brutal.

Em se tratando de uma despedida, há cenas de profundo apelo dramático que demolem qualquer ressalva que ainda se pudesse ter em relação a Christopher Nolan, referente a uma possível incompetência do diretor quanto ao aspecto emocional de seus filmes. Há momentos em O Cavaleiro das Trevas Ressurge que nos esmagam por dentro. Como não se emocionar com o arrependimento na voz de Alfred, e a tristeza no seu olhar? Como não compartilhar do ressentimento no olhar de Bruce, e da intensidade de sua mágoa, enquanto grita, se arrastando de dor? Como não sentir um aperto no coração quando o Batman finalmente cai e é derrotado por Bane? E como não se sentir revigorado e empolgado quando o vemos ressurgir do desespero e vestir a capa novamente?

A cena em que Bruce finalmente volta à superfície é para sempre um dos momentos mais marcantes na trajetória do personagem, em todos os tempos. Um conjunto de atuação, direção, composição. O poder catártico de ver o herói ressurgindo. As lágrimas brotam.

Enquadramento, montagem, música, tudo detalhadamente perfeito.

Nessa sequência, há um ápice de maestria cinematográfica que dificilmente será superado dentro do gênero. É o ponto mais alto em um filme sem pontos baixos. O passo final de uma história que começou tanto tempo atrás. É o prelúdio do último lance de acontecimentos de um arco narrativo e temático que começou tão bem em Batman Begins se solidificou tão enfaticamente em O Cavaleiro das Trevas.

A partir daí, começa a crescente tensão sem fim que Christopher Nolan vem polindo desde 2008. O intervalo que usou para fazer A Origem serviu como exercício para aprimorar o desenrolar de um terceiro ato frenético, incansável, vencedor.

O montador Lee Smith mais uma vez colando evento atrás de evento de modo rápido e compreensível, sobrepondo situações simultâneas, acelerando e desacelerando a narrativa sempre que necessário, nos jogando ao passado e de volta para o presente em flashbacks pontuais e reveladores. Contrapondo planos aéreos abertos sobre a cidade, a montagem, junto com a fotografia de Wally Pfister, que antes explorava a escuridão e agora nos castiga com a luz do dia, trabalha para manter o espectador ciente da geografia de Gothan, de modo a compreender a ação e se espantar com a amplitude dos planos maléficos do vilão.

O detalhe referente à maior parte da narrativa se passar de dia é crucial, e se revela uma decisão arriscada, mas correta e talvez inevitável. Em O Cavaleiro das Trevas o medo se justificava pelo fato de o Coringa ser imprevisível. No escuro, ninguém sabe o que ele pode fazer. “Dizem que a hora mais escura da noite é logo antes do amanhecer”. Com Bane a situação é ainda pior. Ele nasceu das trevas, conhece o poder delas. Não interessa se amanhecer ou não. A luz não oferece conforto. Ou, se oferece, é apenas para resultar em um posterior e mais intenso desespero. Quando nada parece poder ficar pior, o medo impera. “[Mas] agora não é a hora de ter medo”, diz Bane. E completa: “O medo vem depois”.

Em uníssono com o designer de produção Nathan Crowley, que constrói uma Gothan devastada e refém, usando o inverno para congelar esperanças, o diretor de fotografia Wally Pfister pinta as cenas com cores frias e secas – e, como dito antes, mesmo o sol surge enfraquecido e impotente frente à opressão de Bane.

No meio disso tudo, a figurinista Lindy Hemming desempenha uma função discreta, mais importantíssima. Além de ser responsável pelo visual sedutor de Selina Kyle e pela assustadora máscara de Bane, Hemming consegue vestir todos os mercenários de modo incrivelmente eficaz e distinto, mas fugindo do óbvio. Assim, mesmo durante revoltas em cenários tumultuados, naquelas cenas em que temos diversos personagens diferentes correndo para lá e para cá, é possível identificar facilmente os vilões. O fato de portarem metralhadoras apenas facilita o processo, mas é sua vestimenta característica que os destaca na multidão. E caso não se fosse tomado o devido cuidado com esse detalhe, a maior parte das cenas movimentadas de O Cavaleiro das Trevas Ressurge poderia soar como uma bagunça, o que felizmente não acontece.

Na mesma linha, outro aspecto do longa que surge para evitar confusões é o complexo e delicado design de som que, coordenado pelo veterano Richard King, vencedor do Oscar pelo seu trabalho em O Cavaleiro das Trevas, volta em escala ainda mais impressionante que a do filme anterior. Sob explosões, tiros, quedas, gritos, choros, a equipe de engenheiros de som apresenta uma mixagem sonora irrepreensível que, somando os eficientes efeitos visuais, imergem o espectador na ação e o mantém lá o tempo todo.

A ação. A ideia de esta ser a parte mais elementar de um filme de super-herói já havia sido coloca em dúvida em Batman Begins. Não é. Embora esteja presente e seja inevitável, a ação do filme é usada de modo a tocar a história para frente, não havendo uma única cena em que a violência seja exagerada ou fora de propósito. A ação funciona porque o roteiro precisa dela. É uma ferramenta e não um objetivo, e talvez seja isso que diferencie tanto um bom filme do gênero. Há uma justificativa para a ação e, além disso, uma vez dada essa justificativa, uma vez que a ação irrompe, sofremos, apanhamos e resistimos com ela. Não é precisamente a intensidade de uma luta específica, embora isso ocorra e seja um dos momentos mais dolorosos do filme, mas a intensidade da atmosfera do filme, a urgência da situação que nos aflige.

Voltando às origens do Batman e do que o levou a existir, o roteiro de Christopher e Jonathan Nolan coloca nosso herói às mais duras provas, mas nunca sem um forte contexto simbólico por trás. A volta ao passado reflete não só a profundidade do que fundamenta a personalidade de Bruce, como, em outro âmbito, comprova a inteligência dos irmãos Nolan em termos de construção de narrativa. O que ambos já haviam deixado bem claro no excepcional O Grande Truque é mais uma vez demonstrado aqui. O requinte na preparação do roteiro é algo que merece aplausos.

Toda a ambientação da trama é planejada com um cuidado admirável, as reviravoltas e quebras de expectativas surgindo em timing perfeito, fechando um arco e abrindo outro, subvertendo valores à medida que os personagens se transformam (ou se revelam). A escolha de Bane pelo subterrâneo se mostrando literalmente mais profunda do que a princípio, com consequências destruidoras. Rimas temáticas espalhadas pelo enredo, algumas beirando o deslumbre. A morte dos pais do herói encontra seu equivalente.

Em termos mais pragmáticos, o roteiro também acerta ao fazer do Comissário Gordon uma peça ativa e imprescindível para a história, ao mesmo tempo em que introduz o policial Blake como um reflexo do jovem Bruce, lançando sobre ele uma importância maior do que o próprio acredita ter. Em contraste com a convicção desses, Selina Kyle, a ladra, surge esquiva e dúbia, tendo sua motivação fortalecida com o passar da narrativa, e tornando-se uma criatura intrigante graças à detalhista performance de Anne Hathaway, que muda de expressão em segundos, troca suas máscaras sociais o tempo todo, porém jamais soando caricatural.

Olhando de longe esses personagens com caminhos e ideais entrelaçados, Christopher Nolan comanda tudo com mão firme, sem perder o ritmo, sem perde o foco. Coloca o próprio Batman em prova, levanta questionamentos sobre as decisões tomadas pelo herói no filme anterior, crava angústia e tristeza no espectador para sublimá-las com adrenalina e empolgação no último ato da narrativa.

Deshi basara, o cântico árabe que se repete em diversos momentos do filme, se coloca como o tema principal não só da esplêndida trilha sonora de Hans Zimmer, mas da própria narrativa. É tematicamente perfeito, significando “he rises”, “ele ascende”. “Deshi deshi basara basara” gritam os prisioneiros em apoio aquele que tenta a busca pela liberdade. Ele vai conseguir, ele vai subir, ele vai ressurgir, ascender. O berro primitivo de Bane, sua origem monstruosa, em pleno contraste com o coro esperançoso que cerca o retorno de Bruce, seu renascimento, sua inevitável ascensão sobre Gothan.

A carga dramática de O Cavaleiro das Trevas Ressurge é incrivelmente intensa e pesada. É um filme denso, é uma história amarga, mas também é um conto sobre superação e esperança, e não há como não se sentir completo ao final de tudo. É um final que atende a todas as demandas, liga todas as pontas, e satisfaz todas as expectativas.

2 comentários

  1. Dessa vez discordamos totalmente! Para mim, “Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge” é repleto de decepções. Talvez em função da própria ambição de Nolan, que criou um roteiro desnecessariamente complicado e sem ritmo. O filme anterior é infinitamente melhor!


  2. Seu texto é excelente! Batman é tudo isso, e muito mais ainda…

    Uma correção:
    “(…)Imaginando as futuras (inevitáveis) RESSURREIÇÕES cinematográficas da eterna criação de Bob Kane(…)”

    “Deshi basara!”



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