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Inception

21/09/2011

Aqui no blog já deve ter ficado claro o quanto eu idolatro o cineasta Christopher Nolan. Tenho pretensões de fazer um grande texto sobre sua obra completa, mas até lá, enquanto encontro competência para tal, fico apenas a soltar os mais diversos adjetivos de elogio à sua filmografia. Desde Following, seu primeiro longa (e não lançado no Brasil), até o mais recente e magnífico A Origem (Inception), Nolan sempre me conquistou como espectador.

O fato que quero comentar agora, no entanto, foge do plano normal de expressão e, consequentemente, recepção cinematográfica.

Todos que assistiram a A Origem, e provavelmente até aqueles que ainda não tiveram esse prazer, sabem do que trata o filme. Com o título literalmente traduzido como “inserção”, o último trabalho de Nolan explora os sonhos. Tema sempre interessante, o conceito de sonho em A Origem é desenvolvido de forma a criar uma narrativa complexa e múltipla, desenvolvida em vários níveis de consciência. Com o risco de revelar alguma parte da trama, aviso sobre o mesmo antes de dizer que o mote da história é a tentativa de inserir um pensamento na mente de outra pessoa. Fazer uma inserção, uma inception, portanto. Antes de o protagonista, Cobb (Leonardo DiCaprio), afirmar que de fato há um modo de fazer isso, para espanto de seu colega e amigo Arthur (Joseph Gordon-Levitt), este havia sido categórico, negando a possibilidade de tal coisa. Conversando com o magnata Saito (Ken Watanabe), que havia sugerido a ideia, Arthur o convence da impossibilidade de inserir um pensamento na mente de outra pessoa com o seguinte argumento: “Não pense em elefantes. No que você pensa?”; “Em… elefantes.”, responde Saito, surpreso. Arthur então fala que, desse modo, se pode sim colocar um pensamento na cabeça de outra pessoa, mas o problema é que ela invariavelmente vai saber que aquele pensamento foi sugerido por outra pessoa, frustrando a empreitada. É então que Cobb intervém dizendo que há outra maneira de fazer isso.

inception que move todo o filme de Nolan é obviamente uma concepção ficional. A Origem é, antes de mais nada, uma ficção científica. Só que…

Agora sempre que alguém fala “Não pense em elefantes”, sabem no que é que eu penso? Em elefantes? Não! A primeira coisa que aparece na minha mente é o rosto de Joseph Gordon-Levitt dizendo para Ken Watanabe não pensar em elefantes.

Ou seja, Nolan realizou uma inception de verdade.

Obs: ok, não é uma inception stricto sensu, uma vez que eu sei que aquela imagem mental foi sugerida por outra pessoa (no caso, o próprio Nolan), mas isso pouco invalida a emoção da coisa.

2 comentários

  1. http://complexoc.wordpress.com/2011/09/21/riofan-2011-vermelho-branco-e-azul/

    Dá uma olhada nesse filme, vou baixar, mas achei interessante te passar caso tu ainda não conheça =D


    • Conheço! Não vi ainda, mas sei que ganhou Melhor Filme no último Fantaspoa, e já o tenho aqui no PC, só não vi ainda. Mas, também no Fantaspoa, em uma das sessões surpresa passaram o filme Little Deaths (http://www.imdb.com/title/tt1614456/), que são três média-metragens juntos, e um desses foi justamente dirigido pelo diretor de Vermelho, Branco e Azul. O último segmento. Lembro que gostei. E no debate o cara parecia saber bastante de cinema – sim, ele tava lá, foi bem legal a conversa.



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