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Fantaspoa 2011 #2 – Santos e Pecadores

07/07/2011

Santos e Pecadores (Sinners and Saints, EUA, 2011), ação, +/- 10 pessoas na sala

A cena de abertura de Santos e Pecadores (Sinners and Saints, EUA, 2011) é um resumo perfeito do que o filme tem para oferecer. Entre tiroteios, mortes e violência, os primeiros minutos de filme já deixam clara a personalidade impulsiva do protagonista. Sem nada a perder, o detetive Sean Riley (Johnny Strong) nunca pensa duas vezes antes de entrar em cena e puxar o gatilho para exterminar os criminosos à sua frente. Tal atitude o coloca em uma situação indesejável frente à corregedoria, mas não evita que ele seja selecionado para acompanhar a séria investigação envolvendo a morte do irmão de um dos maiores traficantes de New Orleans.

Instruído para cooperar com o detetive Will Ganz (Kevin Phillips), Sean logo percebe que acabou se metendo em uma trama muito mais sinistra do que aparentava ser, mas pouco se intimida e fica pessoalmente motivado a continuar a investigação quando nota o envolvimento de seu amigo Colin (Sean Patrick Flanery) no meio de tudo.

Partindo do princípio de que há pessoas boas e más no mundo (daí o título), o roteiro escrito pelo diretor William Kaufman ao lado de Jay Moses também insere uma breve e dispensável discussão sobre destino, mas sabiamente não se foca nessa problemática, preferindo dar mais atenção à trama policial que, intrigante e desenvolvida sem grandes complicações, é o que move o filme.

Sabendo explorar o potencial de seu filme até o limite, William Kaufman faz ótimo uso das várias oportunidades para isso espalhadas pelo roteiro. À medida que o filme passa e que as situações enfrentadas pela dupla protagonista ficam cada vez mais tensas e complicadas, Kaufman decreta que, por mais interessante que possa ser a investigação policial, o grande mérito de Santos de Pecadores está em suas cenas de ação que, orgânicas à narrativa, sempre impressionam, seja pela verossimilhança das encenações ou pela eficiência da ágil montagem de Russell White. Aliados à fotografia digital e dinâmica de Mark Rutledge e ao desing de som propositalmente exagerado de Brian Fieser, os tiroteios fascinantes que pontuam o filme todo são realizados com maestria por Kaufman, e dão chance para Johnny Strong se revelar um excelente homem de ação.

Seguindo no mesmo tom de produções como Os Reis da Rua (Street Kings, EUA, 2008), Santos e Pecadores não hesita em mostrar de forma crua as consequências da violência urbana, evidenciando os estragos de um embate entre a polícia e a criminalidade, além de evitar passar um discurso moralista (apesar do plano final), dando preferência a uma visão mais cínica do universo policial retratado – como prova o destino do ótimo vilão vivido por Costas Mandylor.

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