Posts de fevereiro \27\UTC 2012

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Oscar 2012

27/02/2012

Pra variar, acertei 13.

Melhor Filme: O Artista – acertei

Melhor Diretor: Michel Hazanavicius, por O Artista – acertei

Melhor Ator: Jean Dujardin, por O Artista – acertei

Melhor Atriz: Meryl Streep, por A Dama de Ferro – errei

Melhor Ator Coadjuvante: Christopher Plummer, por Toda Forma de Amor – acertei

Melhor Atriz Coajduvante: Octavia Spencer, por Histórias Cruzadas – acertei

Melhor Roteiro Original: Meia-Noite em Paris – errei

Melhor Roteiro Adaptado: Os Descendentes – acertei

Melhor Montagem: Millennium: Os Homens Que Não Amavam as Mulheres – errei

Melhor Fotografia: A Invenção de Hugo Cabret – errei

Melhor Direção de Arte: A Invenção de Hugo Cabret – acertei

Melhor Figurino: O Artista – errei

Melhor Trilha Sonora: O Artista – acertei

Melhor Canção: Os Muppets – acertei

Melhor Maquiagem: A Dama de Ferro – errei

Melhor Mixagem de Som: A Invenção de Hugo Cabret – acertei

Melhor Edição de Som: A Invenção de Hugo Cabret – acertei

Melhores Efeitos Visuais: A Invenção de Hugo Cabret – errei

Melhor Animação: Rango – acertei

Melhor Filme em Língua Não-Inglesa: A Separação – acertei

Melhor Documentário: Undefeated – errei (mas acertei como No Guts No Glory!)

Melhor Curta-Metragem: The Shore – errei

Melhor Curta de Animação: The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore – acertei

Melhor Curta Documentário: Saving Face – errei

O Artista e Hugo ficaram com 5 estatuetas cada. A Dama de Ferro ganhou nas duas categorias em que foi indicado. A Árvore da Vida PERDEU fotografia, em um dos erros mais grosseiros da História do Oscar. Outro erro foi a vitória de Octavia Spencer pelo fraco Histórias Cruzadas. Um acerto, no entanto, foi a vitória de Rango. Esse que foi um dos momentos mais felizes da noite pra mim – ver o excelente Gore Verbinski ganhando um Oscar foi lindo. E mesmo sem ter assistido a Paradise Lost 3, fiquei muito triste com sua derrota. Por outro lado, poucas vezes fiquei tão feliz de ter errado depois de ver Millennium ganhando montagem – como os montadores do filme já tinham ganhando no ano passado (por A Rede Social), pensei que uma vitória consecutiva seria muito improvável. Ainda bem que errei. Mas nada compensa Harry Potter sair de mãos abanando. A franquia toda sair de mãos abanando do Oscar é um dos grandes crimes de Academia. Deram os 11 Oscars para O Retorno do Rei e agora acham não precisam mais premiar filmes de fantasia. Triste. Quem sabe O Hobbit faz eles retomarem um pouco ao bom senso? E será que The Dark Knight Rises finalmente dará uma indicação de melhor diretor a Christopher Nolan? Tomara que próxima edição do Oscar seja mais interessante.

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NO GUTS NO GLORY – Oscar 2012

24/02/2012

Seguindo o exemplo da Sasha Stone, editora do Awards Daily, lanço minha série de previsões ousadas. Uma para cada categoria. São apostas em opções que, no senso geral, jamais sairiam vitoriosas, mas que, bom, nunca se sabe…

Filme: Os Descendentes

Direção: Martin Scorsese, por A Invenção de Hugo Cabret

Ator: Brad Pitt, por O Homem Que Mudou o Jogo

Atriz: Michelle Williams, por Sete Dias com Marilyn

Ator Coadjuvante: Max Von Sydow, por Tão Forte e Tão Perto

Atriz Coadjuvante: Bérénice Bejo, por O Artista

Roteiro Original: A Separação

Roteiro Adaptado: O Espião Que Sabia Demais

Montagem: O Homem Que Mudou o Jogo

Fotografia: Cavalo de Guerra

Direção de Arte: Harry Potte e as Relíquias da Morte: Parte 2

Figurino: Anônimo

Trilha Sonora: Cavalo de Guerra

Canção: Rio

Maquiagem: Albert Nobbs

Mixagem de Som: Millennium: Os Homens Que Não Amavam as Mulheres

Edição de Som: Cavalo de Guerra

Efeitos Visuais: Gigantes de Aço

Animação: Chico e Rita

Filme Estrangeiro: In Darkness

Documentário: Undefeated

Não há uma lógica que contemple todas as minhas escolhas. São apostas arriscas que podem muito bem anular uma à outra – por exemplo, se O Espião Que Sabia Demais ganhar roteiro adaptado, então Os Descendentes tem ainda menos chances de ganhar melhor filme. É esperar para ver.

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Oscar 2012, prevendo vencedores

22/02/2012

Como a maioria (se não a própria totalidade) das premiações pré-Oscar já anunciou seus vencedores, creio já ser possível prever os vencedores da Academia sem grande perigo de alguns discursos do rei brotarem do nada por aí.

Melhor Filme

Vai vencer: O Artista

Desde Cannes as pessoas vêm falando de O Artista, mas só nas últimas semanas que o filme tomou a liderança absoluta como favorito da noite. Até pouco tempo eu ainda arriscava pensar que Os Descendentes pudesse virar o jogo, mas desisti dessa ideia. O único filme que poderia surpreender com uma vitória no lugar de O Artista é A Invenção de Hugo Cabret.

Melhor Diretor

Vai vencer: Michel Hazanavicius, por O Artista

Depois que Hazanavicius ganhou o DGA, fica complicado não pensar que também levará o Oscar. Embora eu ainda acredite que, se a Academia resolver dividir as vitórias de Filme/Diretor para filmes diferentes, Scorsese é quem tem mais chances.

Melhor Ator

Vai vencer: Jean Dujardin, por O Artista

Aqui eu também pensava que Os Descendentes pudesse levar a melhor, mas considerando que Dujardin ganhou o SAG, e que George Clooney já tem um Oscar de ator coadjuvante, o francês leva vantagem. Em todo caso, ainda torço por Gary Oldman.

Melhor Atriz

Vai vencer: Viola Davis, por Histórias Cruzadas

Por melhor que seja a performance de Viola Davis, é absurdamente triste constatar que sua vitória não será algo além de uma jogada política do Oscar, que, depois de passar décadas negligenciando os atores afro-descendentes, hoje tem o hábito de tentar compensar essa triste realidade premiando a maior quantidade de afro-descendentes possível – mesmo quando não merecedores do prêmio. E não, eu não acho que Davis não mereça o prêmio em função da qualidade da sua atuação. Ela está excelente em Histórias Cruzadas. Mas é fato indiscutível que sua personagem não é a protagonista do filme, o que imediatamente invalidaria sua indicação na categoria de atuação principal.

Melhor Ator Coadjuvante

Vai vencer: Christopher Plummer, por Toda Forma de Amor

As premiações da crítica se dividiram entre Plummer e Albert Brooks (por Drive). Como o último não foi indicado ao Oscar, a vitória do primeiro parece inevitável. Uma das únicas certezas da noite, aliás.

Melhor Atriz Coadjuvante

Vai vencer: Octavia Spencer, por Histórias Cruzadas

A performance de Spencer é divertida, mas caricata e nem de longe a melhor do ano na categoria. Sua vitória será uma injustiça. Meu voto iria para Bérénice Bejo, que, apesar de ser a personagem feminina principal de O Artista, por questões de campanha pré-Oscar, acabou sendo indicada como coadjuvante.

Melhor Roteiro Original

Vai vencer: O Artista

Aqui a questão é a seguinte: se O Artista for realmente ganhar na maioria das categorias a que foi indicado, o Oscar de roteiro é garantido; se não, então a disputa é entre Woody Allen (Meia-Noite em Paris) e Asghar Farhadi (A Separação), já quem Margin Call não tem chances e Missão Madrinha de Casamento NÃO PODE ganhar.

Melhor Roteiro Adaptado

Vai vencer: Os Descendentes

Os Descendentes ganhou o WGA, o Scripter e, pelos céus, até o prêmio do sindicado dos montadores! Precisa de mais favoritismo? Além disso, mesmo que Alexander Payne já tenha vencido essa categoria com seu último filme (Sideways, em 2005), ele é evidentemente amado pela Academia e pode muito bem ganhar de novo. Agora, particularmente, preciso dizer que considero Os Descendentes o roteiro mais fraco dentre os indicados.

Melhor Montagem

Vai vencer: A Invenção de Hugo Cabret

Thelma Schoonmaker já ganhou 3 Oscars (Touro Indomável, O Aviador, Os Infiltrados) e, ainda que tenha inexplicavelmente perdido o Eddie para o trabalho de Kevin Tent em Os Descendentes, duvido que a Academia permita que o filme de Scorsese saia do Kodak Theater sem algumas estatuetas. Montagem por ser uma delas.

Melhor Fotografia

Vai vencer: A Árvore da Vida

Eu disse em AGOSTO que A Árvore da Vida ganharia o Oscar de fotografia. Até agora, todas as premiações pré-Oscar foram confirmando minha previsão. Resta saber se a Academia seguirá a mesma lógica, ou se fará desfeita com Emmanuel Lubezki mais uma vez – Lubezki já era para ter vencido o Oscar em 2006 pelo seu trabalho excepcional em Os Filhos da Esperança. Caso a Academia decida fazer uma brincadeirinha de mau gosto, como de costume, a vitória aqui pode ficar com O Artista, o que consolidaria ainda mais a certeza que será o grande vencedor da noite.

Melhor Direção de Arte

Vai vencer: A Invenção de Hugo Cabret

Não me levem a mal. Eu AMO a direção de arte que Dante Ferretti concebeu para A Invenção de Hugo Cabret. Mas Stuart Craig realizou um trabalho sem precedentes durante toda a franquia Harry Potter e sem sombra de dúvida merecia a vitória por As Relíquias da Morte: Parte 2, o último capítulo da saga. Além do mais, Ferretti já ganhou dois Oscars recentemente (em 2005 e 2008, por O Aviador e Sweeney Todd, respectivamente), enquanto que a última vitória de Craig foi há nada menos que 15 anos, por O Paciente Inglês, em 1997.

Melhor Figurino

Vai vencer: Jane Eyre

O bom senso indicaria apostar em O Artista, uma vez que talvez seja um vencedor no estilo Quem Quer um Milionário, ganhando quase tudo. Mas figurino, no Oscar, quase sempre vai para um filme menor, geralmente um drama de época. Como duvido muito que a Academia vá premiar um filme de Roland Emmerich (Anônimo), ou de Madonna (W.E), fico com Jane Eyre. Embora Sandy Powell seja queridinha da academia e possa muito bem ganhar seu quarto Oscar por Hugo.

Melhor Trilha Sonora

Vai vencer: O Artista

Eu não me espantaria caso John Williams vencesse por Cavalo de Guerra (afinal, sua última vitória data de quase duas décadas atrás – A Lista de Schindler, em 1994), mas a trilha que Ludovic Bource compôs para O Artista é disparada a grande favorita (e merecidamente). Em todo caso, a trilha de Hugo, composta por Howard Shore, é tão linda que ninguém poderia reclamar de sua vitória. Só faltou Alexander Desplat ser indicado por As Relíquias da Morte: Parte 2.

Melhor Canção

Vai vencer: “Man or Muppet”, de Os Muppets

Eu poderia dizer: “Porque um mundo em que Carlinhos Brown ganha Oscar não é um mundo em que valha a pena viver”, mas o detalhe é que essa frase seria tremendamente injusta. Não vi Os Muppets, e nem lembro das canções de Rio, portanto não poderia apontar qual das duas é a melhor. Além do mais, eu sinceramente nem sei direito quem é Carlinhos Brown para poder falar tão mal dele. Então, só suponho que o filme dos fantoches vai ganhar porque… sim.

Melhor Maquiagem

Vai vencer: Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2

Depois de 10 anos, 8 filmes e trocentos milhões de dólares arrecadados nas bilhetes, o mínimo que a Academia pode fazer é dar uma estatuetazinha para Harry Potter?

Melhor Mixagem de Som

Vai vencer: A Invenção de Hugo Cabret

Por quê? Repito: a Academia não vai deixar o filme com o maior número de indicações sair de mãos vazias. Hugo tem a vantagem porque… sim. Mas Millennium é que merecia vencer aqui.

Melhor Edição de Som

Vai vencer: A Invenção de Hugo Cabret

Por quê? Mesmo motivo. E também porque, como a grande parte dos votantes não sabe a diferença entre as categorias de som, o que normalmente fazem é votar no mesmo filme nas as duas categorias. Mas, como Cavalo de Guerra ganhou o prêmio do sindicado dos editores de som, pode ter alguma chance aqui – e de fato mereceria a vitória.

Melhores Efeitos Visuais

Vai vencer: Planeta dos Macacos: A Origem

Por quê? Caesar.

Melhor Animação

Vai vencer: Rango

Mas eu prevejo catástrofe. Tenho quase certeza de que algum dos outro indicados vai acabar roubando o tão merecido Oscar de Gore Verbinski, mas não sei dizer qual…

Melhor Filme em Língua Não-Inglesa

Vai vencer: A Separação

Por quê? É o favorito absoluto. Dizem ser um ótimo filme.

Melhor Documentário

Vai vencer: Paradise Lost 3

Todas as pessoas que assistiram aos dois primeiros Paradise Lost querem ver o West Memphis Three no palco do Oscar, e como os favoritos na categoria (Buck e Projeto Nim) não foram indicados, essa realidade parece bem plausível de acontecer.

Obs: de certa forma ainda me recuso a tentar prever os vencedores nas categorias de curta-metragem, mas, se for para desempatar com outro cinéfilos o número de previsões corretas, no total, então…

Melhor Curta-metragem: Raju

Melhor Curta de animação: The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore

Melhor Curta documentário: The Tsunami and the Cherry Blossom

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Amor de cinéfilo

10/02/2012

Dia 10 de janeiro de 2011 eu comecei a namorar a Marina. Faz exatamente um ano e um mês.

A ideia era fazer esse post no dia 10 de janeiro. Depois pensei que seria numericamente mais adequado colocá-lo no ar no dia 24 – já que foi no dia 24 de janeiro do ano passado que eu e a Marina fomos ao cinema juntos pela primeira vez.

Por isso, aquilo e aquele, o post não aconteceu quando deveria acontecer. Mas acontece agora.

A lista de todos os filmes que vimos juntos no cinema no decorrer de um ano de namoro é, para mim, uma espécie de consagração “conjugal-cinéfila”. Pode parecer superficial aos transeuntes, mas é importante. De pouco adianta explicar. Apenas é.

Foram 33 filmes em 2011: por volta de 66 horas de sétima arte, ou seja, o equivalente a dois dias e meio dentro do cinema. Vimos quase três filmes por mês, mais ou menos um a cada semana e meia – uma média que todos deveriam tentar manter.

Ainda tenho todos os ingressos, e lembro muito bem de cada sessão.

Segue a lista, em ordem cronológica, com as notas que cada um deu para cada filme (eu, ela):

Janeiro

  • Enrolados – 4/5, 4/5 – match!
  • Amor e Outras Drogas – 4/5, 3/5
  • Caça às Bruxas – 1/5, 2/5

Fevereiro

  • Cisne Negro – 5/5, 4/5
  • O Vencedor – 4/5, 3/5
  • Bravura Indômita – 3/5, 3/5 – match!
  • Inverno da Alma – 4/5, 2/5

Março

  • Desconhecido – 4/5, 4/5 – match!
  • Rango – 5/5, 3/5
  • Assassino a Preço Fixo – 3/5, 3/5 – match!

Abril

  • VIPs – 3/5, 3/5 – match!
  • Pânico 4 – 3/5, 2/5
  • A Garota da Capa Vermelha – 1/5, 2/5
  • True Love – 1/5, 1/5 – match!

Maio

  • Tetro – 4/5, 3/5
  • Caminho da Liberdade – 4/5, 2/5
  • Se Beber, Não Case 2 – 4/5, 4/5 – match!

Junho

  • Kung Fu Panda 2 – 4/5, 2/5

Julho

  • Gainsbourg: O Homem Que Amava As Mulheres – 4/5, 3/5
  • Cilada.com – 3/5, 4/5
  • Potiche: Esposa Troféu – 3/5, 2/5

Setembro

  • O Rei Leão – 5/5, 5/5 – match!
  • O Homem do Futuro – 4/5, 4/5 – match! Combo!
  • Sem Saída – 3/5, 3/5 – match! Combo 2!

Novembro

  • Atividade Paranormal 3 – 4/5, 3/5
  • A Casa dos Sonhos – 3/5, 3/5 – match!
  • Reféns – 3/5, 3/5 – match! Combo!
  • A Pele Que Habito – 5/5, 3/5
  • O Palhaço – 4/5, 3/5
  • Amanhecer: Parte 1 – 2/5, 3/5

Dezembro

  • O Garoto de Bicicleta – 3/5, 3/5 – match!
  • Noite de Ano Novo – 3/5, 4/5
  • Missão Impossível: Protocolo Fantasma – 4/5, 4/5 – match!

2011 está todo acima. O que transcorreu de 2012 até agora está abaixo:

Janeiro

  • Cavalo de Guerra – 4/5, 4/5 – match!
  • Alvin e os Esquilos 3 – 1/5, 1/5 – match! Combo!
  • Inquietos – 3/5, 3/5 – match! Combo 2!
  • O Espião Que Sabia Demais – 5/5, 3/5
  • Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras – 4/5, 4/5 – match!
  • 2 Coelhos – 5/5, 4/5
  • Precisamos Falar Sobre o Kevin – 5/5, 4/5
  • Os Descendentes – 4/5, 4/5 – match!
  • A Bela e a Fera – 5/5, 5/5 – match! Combo!
  • J. Edgar – 2/5, 2/5 – match! Combo 2!

Fevereiro

  • Histórias Cruzadas – 2/5, 4/5
  • O Artista – 4/5, 2/5

Detalhe: são 33 filmes só em 2011. Até o dia 10 de janeiro de 2012, quando fechamos um ano de namoro, foram 35; até o dia 24, quando completou um ano desde a primeira ida ao cinema, foram 40; e até hoje foram 45 filmes.

21/45 concordâncias no total. É interessante notar que nunca passamos de três sessões seguidas concordando completamente com a opinião do outro, mas é um bom sinal que só em janeiro desse ano isso já aconteceu duas vezes! De todas nossas discordâncias, a mais marcante eu acho que também é a mais recente: O Artista x Histórias Cruzadas. Pensamos exatamente a mesma coisa, só que ao contrário. Eu achei História Cruzadas bobo demais. E ela achou O Artista bobo demais (“Mas essa é a moral do filme!”, eu retruco). E eu acho particularmente engraçado o fato de eu dar notas máximas (“Tu é muito bonzinho!”, ela diz) e mínimas com mais frequência.

Nunca iremos concordar sempre. *Como eu adoro construções de frase paradoxais*. Mas é certo para nós dois que a sessão mais impossível de esquecer foi a de Tetro. Nossa sessão. Tipo, nossa, mesmo. Na sessão Cine Cult do Cinemark Barra Sul, só eu a Marina estávamos na sala. Só nós dois e um romance em preto e branco. Inesquecível.

Outra coisa em que concordamos plenamente é em relação ao pior filme de toda essa lista: True Love. Uma porcaria densamente povoada por um narcisismo nojento, além de uma chatice sem comparação. O único filme que eu acuso de não ser cinema – e olha que eu sou bastante liberal nesse aspecto. Mas, considerando que esse “filme” foi visto em uma sessão “especial” em um festival de cinema, o tiramos da disputa pelo título de pior lançamento. Esse posto, no entanto, também é uma concordância entre eu e a Marina: Alvin e os Esquilos 3. Não levem suas crianças para verem isso. É péssimo. Em todos os sentidos.

Enfim, levando em conta todos os filmes listados, tanto de 2011 quanto de 2012, cada um de nós fez seu Top 10. Estão em ordem alfabética (os títulos em itálico na lista não foram considerados, já que se tratam de relançamentos ou de sessões fora do circuito comercial):

Eu

  • 2 Coelhos
  • O Artista
  • Cisne Negro
  • O Espião Que Sabia Demais
  • O Homem do Futuro
  • Missão Impossível: Protocolo Fantasma
  • O Palhaço
  • A Pele Que Habito
  • Precisamos Falar Sobre o Kevin
  • Rango

(meu Top 10 oficial está aqui)

Marina

  • 2 Coelhos
  • Cavalo de Guerra
  • Os Descendentes
  • Enrolados
  • Histórias Cruzadas
  • O Homem do Futuro
  • Missão Impossível: Protocolo Fantasma
  • Noite de Ano Novo
  • Se Beber, Não Case 2
  • Sherlock Holmes: Jogo de Sombras

Na minha lista, o filme que a Marina menos gosta é O Artista. Na lista dela, o que eu menos gosto é Histórias Cruzadas. Mas concordamos em três filmes: 2 Coelhos, O Homem do Futuro e Missão Impossível 4. O curioso é dois desses se tratarem de longas brasileiros! Muito legal ver os filmes brasileiros se destacando por aí!

Amor, agora em 2012, vamos tentar superar os 33 filmes do ano passado? Já começamos bem, acho que conseguimos fácil, fácil. Podemos tentar fazer uma lista dos melhores juntos.. Ou não! rsrss

No mais, quero tentar concluir o projeto de blog de cinema conjunto à parte do Fakeline que eu venho planejando faz um tempo… Talvez, e apenas talvez, ele seja criado ainda na primeira metade do ano. E se for mesmo criado, pode ficar muito legal…

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Viagem 2: A Ilha Misteriosa

03/02/2012

Desde que Avatar revolucionou o 3D no cinema em 2009, o formato vem sendo cada vez mais utilizado pelos estúdios com o único propósito de ver a bilheteria de seus blockbusters engordar com o alto preço do ingresso. Assim, entrou a moda da conversão. O filme é feito à moda antiga, e convertido para 3D na sala de edição. É mais barato fazer assim, mas o resultado é muitas vezes tenebroso (vide Fúria de Titãs). Pouquíssimos filmes são de fato filmados com câmeras 3D. Portanto, é mais do que decepcionante que um desses raros exemplares como Viagem 2: A Ilha Misteriosa seja tão ruim.

Escrito pelos irmãos Brian e Mark Gunn a partir de um argumento concebido pelos dois ao lado de Richard Outten, o roteiro de Viagem 2 já começa forçando a barra ao apresentar o protagonista Sean Anderson (Josh Hutcherson) fugindo da polícia apenas para ser capturado e liberado logo em seguida, como se invadir uma base militar fosse um delito leve. Servindo como ótima síntese do que o filme tem a oferecer pela frente, esses primeiros minutos também acabam escancarando o amadorismo do diretor Brad Peyton com a filmagem em 3D, principal chamativo do lançamento.

Não que o 3D do filme seja ruim. Não é. Pelo contrário, é um dos melhores entre os mais recentes. Há mais profundidade aqui do que em qualquer 3D que eu tenha visto no cinema no ano passado. No entanto, se no geral a queixa massiva contra lançamentos em 3D se resume na escassez de elementos saltando da tela em três dimensões nessas produções – problema que compreende a totalidade das conversões para o formato –, o que atrapalha em Viagem 2 é justamente o exagero e a forma atrapalhada com que a técnica é utilizada. Desde o “O” do título do filme até o plano sequência final, há diversos objetos que são lançados em direção à câmera (e ao olhar do espectador) de forma abrupta, apenas para causar aquela sensação tridimensional. E se na medida certa esse recurso pode ser divertido, quando utilizado à exaustão ele simplesmente perde a força, tornando-se cansativo e marcando a falta de criatividade dos realizadores.

Ainda assim, é somente em função do 3D, aliado aos impressionantes efeitos visuais, que Viagem 2 (quase) se salva da catástrofe total.

Tendo a pretensão de ser uma livre adaptação do livro A Ilha Misteriosa, de Júlio Verne, bem nos moldes do que o primeiro filme da torcemos-para-que-não-vire-uma franquia fez com Viagem ao Centro da Terra, a história de Viagem 2 é um amontoado de situações isoladas que se ligam umas às outras de forma atrapalhada e sem uma unidade narrativa. Aqui, Sean recebe uma mensagem cifrada de seu avô desaparecido e, supondo que esse esteja na tal ilha misteriosa, decifra o texto com a ajuda de seu padrasto Hank (The Rock), para então seguir viagem ao lado deste até lá, onde a aventura prometida finalmente começará. Infelizmente, não só o mistério sobre a localização da ilha é resolvido de forma rápida demais, como o próprio enigma que conta com a localização da mesma se mostra absolutamente tolo (aí devo dizer que achei a essência da ideia bem interessante, ainda que absurda, e creio que se fosse desenvolvida com mais cuidado, daria uma ótima premissa para outro filme*). Além disso, a mediocridade do roteiro fica latente quando, após um primeiro momento empolgante em que Sean e Hank desvendam a localização da ilha misteriosa, o garoto já começa a fazer as malas apenas para ser repreendido por Hank, que o lembra da escola e de que não deve perder as aulas. Ou seja, cria-se um conflito ridículo e forçado somente para haver uma dramaticidade artificial que é logo deixada de lado na cena seguinte. Situações como essa estão espalhadas pelo filme todo.

Por isso, talvez pensando que o filme ficaria sério demais com esses péssimos momentos dramáticos sem uma contraparte cômica, os roteiristas decidiram espalhar dezenas de piadinhas absolutamente sem graça pela narrativa, com a cena de The Rock mexendo o peitoral se afirmando desde já com um dos momentos mais vergonhosos do cinema em 2012. E mesmo eu sendo um dos poucos que não detestam The Rock (vulgo Dwayne Johnson) como ator, compreendendo que ele é bem limitado no geral, mas eficiente em certos papeis, preciso concordar que aqui não é um desses casos específicos. Como o ex-militar Hank, ele consegue apresentar sua pior performance até hoje. Se no todo do filme ele já se mostra incapaz de tornar o personagem qualquer coisa além de um estereótipo patético, sua inexperiência e sua incerteza ficam ainda mais óbvias sempre que se encontra contracenando com Michael Caine – e pelos céus, o que Caine está fazendo aqui?! Mas, no final, a verdade é que ninguém pode reclamar muito de The Rock quando nem mesmo o próprio Caine consegue sobreviver nesse filme.

Como se não bastasse, o diretor Brad Peyton (responsável por Cães e Gatos 2) se mostra incompetente em basicamente todos os aspectos de sua função. Desde enquadramentos sem a menor elegância, tanto em planos fechados quanto abertos, Peyton declara sua imaturidade como cineasta logo naquela que era para ser uma das mais marcantes do longa, quando, ao mostrar os personagens percebendo a vista paradisíaca da ilha, leva a câmera do centro para a direita e então para esquerda de modo incrivelmente amador. Para completar, a direção de arte de Bill Boes também não ajuda na concepção do terreno, criando uma paisagem genérica e excessivamente computadorizada. Além do mais, a geografia do lugar é de um caos completo – e se esse detalhe poderia enriquecer a produção nas mãos de um diretor inteligente, infelizmente não é o que acontece, como Peyton faz questão de deixar claro, confundindo completamente o espectador na mesma cena citada anteriormente (algo na linha do que Marcus Nispel fez em certo momento do remake de Conan).

Aliás, são várias as cenas de múltipla incompetência por parte do diretor (e do roteiro). Por exemplo, se uma reviravolta súbita e tola obriga os personagens a correrem conta tempo para salvarem suas vidas, com o consentimento de todos sobre a urgência da situação, é ridículo que no meio do caminho Sean fique emburrado por Hank não concordar em ir até o vulcão para dar uma olha na lava de ouro, já que isso o tiraria do rumo por dias. E seguindo a linha de raciocínio dos irmãos Gunn, é simplesmente inaceitável que algumas cenas depois determinado personagem de fato até o vulcão e volte de lá em poucos minutos, em um momento do filme que é outra desculpa furada dos roteiristas para que mais um péssimo e dispensável arco dramático seja colocado na tela.

Contando ainda com um protagonista sem o menor traço de personalidade, Viagem 2 não é nada além da pequena e desinteressante aventura de um grupo de pessoas pelas quais não sentimos a menor empatia. São pouquíssimos os momentos realmente divertidos (a sequência das abelhas é um desses), mas todos acabam sendo diluídos pela total falta de criatividade e de bom senso do projeto. O 3D encanta pontualmente, é verdade, mas esse efeito sozinho não é o suficiente para salvar o filme. Resta admitir que não há sentido em se ter a melhor tecnologia quando não se sabe utilizá-la.

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Janeiro 2012

01/02/2012

Em 2012, pretendo manter o blog organizado. Sei que será impossível escrever o utópico número de críticas que eu sempre desejo, mas pelo menos agora vou botar ordem na casa. A cada dia primeiro, irei postar uma lista como todos os filmes vistos no mês anterior. Tentei fazer isso antes, mas acabo invariavelmente deixando períodos do ano em branco. Dessa vez não. Portanto, segue o mês de janeiro:

5 – Cavalo de Guerra (EUA, 2011) – ****
6 – Tudo Pelo Poder (EUA, 2011) – *****
6 – Alvin e os Esquilos 2 (EUA, 2009) – **
7 – Alvin e os Esquilos 3 (EUA, 2011) – *
9 – Espião Que Sabia Demais, O (Inglaterra, 2011) – *****
10 – Ressaca de Amor (EUA, 2008) – ****
11 – Inquietos (EUA, 2011) – ***
14 – Espião Que Sabia Demais, O (Inglaterra, 2011) – *****
16 – Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras (EUA, 2011) – ****
19 – 2 Coelhos (Brasil, 2012) – *****
19 – Precisamos Falar Sobre o Kevin (EUA, 2011) – *****
19 – Viagem do Medo (EUA, 2010) – *
24 – Millennium: Os Homens Que Não Amavam as Mulheres (EUA, 2011) – *****
25 – Pacto Secreto (EUA, 2009) – *
26 – Jogos Sangrentos (Inglaterra, 2006) – *
27 – Descendentes, Os (EUA, 2011) – ****
27 – Rota Mortal: Não Olhe Para Trás (EUA, 2008) – *
28 – Bela e a Fera, A (EUA, 1991) – *****
28 – Última Seita, A (EUA, 2006) – *
29 – Procurando Nemo (EUA, 2003) – ****
29 – Titanic (EUA, 1997) – *****
30 – J. Edgar (EUA, 2011) – **
30 – Chamado, O (EUA, 2002) – ****
30 – VIPs (Brasil, 2011) – ***
31 – Mistério da Libélula, O (EUA, 2002) – ***

Os filmes estão listados na ordem cronológica em que foram vistos. Decidi definitivamente fazer assim mês a mês, e só no final do ano lançar uma relação total em ordem alfabética.

Foram 25 filmes (13 no cinema – em itálico), com uma média de nota de 3,26.

No mais, graças à insistência graciosa da minha namorada, preciso retirar praticamente tudo que falei sobre Titanic nos últimos anos. Fazia cerca de 10 anos que eu não via o filme, e na memória ele não era tão bom. Mas a memória não é confiável. Ou, eu não estava pronto para o filme quando o vi pelas primeiras vezes. Sim, nessa terceira revisão algumas das cenas que mais tinham me impressionado quando pequeno passaram sem o mesmo efeito devastador de antes – a popa do navio submergindo é um exemplo. No entanto, só agora pude perceber toda a bela construção narrativa do longa, bem como a impressionante direção de James Cameron. São mais de 3h que passam rápido. Só isso já é um baita mérito. E o fato é que sou obrigado a reconhecer que o terceiro ato do filme constitui uma das passagens mais admiráveis da História do Cinema. Desde que o capitão diz “Só temos mais 1h”, é exatamente 1h de filme pela frente. Com certeza um dos mais longos e bem comandados momentos de tensão do cinema. Amor, obrigado por me fazer constatar isso.

Seguindo com a nostalgia, revi O Chamado exatamente uma década depois de tê-lo visto pela primeira vez. Na ocasião, escondi dos amigos que viram o filme comigo o medo que eu sentia da Samara – já escrevi mais detalhadamente sobre esse fato. Fingi que não, mas eu tinha ficado com muito medo, sério. O bastante para me distanciar do longa por 10 anos. Então, depois de virar cinéfilo e rir da maioria dos filmes de terror, experimentei conferir a produção japonês de originou a refilmagem de Hollywood. Não me afetei. Logo, eu estava pronto para voltar a O Chamado. Fiz isso na companhia da minha namorada, que uma vez também morreu de medo do filme. E… embora eu não tenha chegado nem perto da angústia que me atormentava quando criança, me surpreendi muito ao ver que mesmo depois de tanto tempo o filme continua funcionando. O roteiro prende a atenção do início ao fim com suas reviravoltas intrigantes, e a direção do subestimado Gore Verbinski consegue assustar na medida certa ao construir uma atmosfera de tensão e medo crescente que percorre o filme todo.

Ah sim, é necessário comentar que o 3D convertido de A Bela e a Fera é absolutamente fascinante, superando em muito aquele medíocre visto em O Rei Leão. Não percam. Sério.

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