Posts de junho \23\UTC 2011

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Three

23/06/2011

Na última terça-feira (14/06), eu passei por um momento tenso. Antes disso minha boca era só relativamente normal. Agora, com um pino de titânio parafusado no meu maxilar, me sinto mais estranho ainda. Um implante, sim. Botei um implante, e tem mais um a caminho. Eu poderia discursar longamente sobre as imprecisões do meu histórico médico-ortodôntico, mas não vem ao caso. O fato é que, estando em estado pós-cirurgia, acabei me deitando de vez em cima do livro cuja leitura eu havia iniciado poucos dias antes.

Estou falando de “Three”, ou “3”, do escritor Ted Dekker. Tinha chegado à página 78 antes da operação-implante. Na noite do dia seguinte eu já tinha terminado o livro de 348 páginas – o que dá uma média de mais de 100 páginas lidas por dia. E isso, acreditem, é muita coisa considerando meu coeficiente de velocidade de leitura. Eu leio muito devagar, e é difícil um livro me prender a atenção desse jeito. Fiquei surpreso com a minha empolgação ao devorar os capítulos. Tanto que na janta de quarta-feira (15/06) eu fiquei com o livro à mesa, coisa que nunca faço.

Em 2008 eu já havia lido um livro que Ted Dekker escrevera em parceria com Frank Peretti, chamado “Fim do Jogo” (House, no original). Lembro de também ser uma leitura frenética, como “Three” acabou se mostrando depois, embora os dois livros sejam bastante diferentes. “Fim do Jogo” é praticamente uma história de terror sobrenatural, ao passo que “Three” é um thriller policial que acaba se revelando um drama psicológico intenso. São os únicos trabalhos de Dekker lançados no Brasil (com tradução brasileira), mas não se enganem, o cara já escreveu cerca de 30 romances. Fiquei muito curioso para ler outras de suas obras. E pesquisando sobre o sujeito, acabei descobrindo que justamente esses dois livros que li foram adaptados para o cinema. Só esses dois. “Three” em 2006, e “Fim do Jogo” em 2008 (logo no ano em que o li). Não vi nenhum ainda. Só estava conseguindo encontrar “Thr3e”, como foi batizada a adaptação cinematográfica, dublado, sob o falho título brasileiro de “3 Desculpas  Para Matar”, até o Gustavo me conseguir uma cópia com áudio original.

[...]

Acabei de ver o filme, e vou me poupar de fazer uma crítica completa em função da quantidade interminável de falhas. O texto ficaria parecido com aquele que escrevi sobre O Mistério de Candyman (Candyman, EUA, 1992), ou seja, um punhado de parágrafos que de tanto tentar preencher os buracos e juntar todas as pontas soltas da trama acabou ficando quase tão incompreensível quanto o filme em si. Não vale a pena o esforço de fazer uma crítica sobre Thr3e, por esse motivo. Basta dizer que o longa banaliza toda a trama do ótimo livro no qual foi inspirado, reduzindo a pouco mais que nada o conceito central daquela obra, e
resultando em um thriller policial medíocre com um roteiro cheio de furos, uma montagem falha, e um elenco fraco. Assim sendo, ao confirmar que o filme existente não presta, posso, então, especular sobre o que seria um filme ideal baseado em “Three”.

Desde que comecei a minha transformação em cinéfilo (ainda em andamento), passei a cada vez mais ler os livros já imaginando um filme. Não sei se é assim com mais pessoas, mas foi comigo. O culpado decisivo foi o trabalho de Ron Howard com a adaptação de O Código Da Vinci, pois fiquei a par do elenco escalado logo no começo da minha leitura, e incorporei os rostos dos atores aos personagens enquanto lia. Por isso, talvez, minhas únicas queixas quanto ao quesito “fidelidade” nesse longa se pesem em cima daquele final horroroso. Mas como os sensatos sabem, “fidelidade” não é argumento para diminuir um filme, por isso as aspas. No caso de O Código Da Vinci (The Da Vinci Code, EUA, 2006), no enquanto, assim como em Thr3e (além de outros exemplos), creio que a comparação é válida, visto que o final do roteiro cinematográfico vai contra a linha que a narrativa vinha tomando (tanto no texto original, quanto na adaptação). E não me refiro essencialmente ao fim. Creio que qualquer modificação que destoe da verossimilhança, ou mesmo do ritmo, da dinâmica, de qualquer coisa que a história dependa, vale ser questionada. Da mesma forma, deve-se considerar positivamente uma modificação do roteiro que aprimore o texto original, seja para melhor transportá-lo à linguagem do cinema, ou mesmo uma melhoria no contexto geral da trama, como o conserto de um eventual furo – o que, na minha opinião, contrastando com seu antecessor, ocorre em grande escala em Anjos e Demônios (Angels & Demons, EUA, 2009).

Depois de ter deixado claro meu ponto de vista em relação a adaptações de livros para o cinema, fico mais tranquilo em falar sobre como imaginei o filme baseado em “Three”. Como vinha dizendo no início do parágrafo anterior, com o tempo passei a ler livros já montando suas adaptações cinematográficas na cabeça. Às vezes consigo até nomear toda a equipe de produção e o elenco principal. Geralmente não chego a tanto; fico só no roteiro e modificações necessárias. Mas “Three”, não só por ter uma narrativa ágil, ideal para a natureza da narrativa cinematográfica, foi um livro que chamou muito minha atenção para a dificuldade em adaptá-lo, apesar disso. É paradoxal. Ao mesmo tempo em que narrativa é susceptível à montagem para o cinema, o conteúdo, por sua vez, não é. Não seria fácil fazer um roteiro. Um deslize e o resultado poderia facilmente ser um desastre. Prova mais incontestável que a péssima adaptação existente? Então, fiquei empolgado com a “ideia de idealizar” um filme de “Three”, e fui juntando mentalmente uma equipe que seria capaz de realizar o filme.

Não cheguei a um time definitivo, mas alguns nomes acredito estarem bastante aptos à tarefa.

  • Direção: Por “Three” conter elementos tanto de Se7en, quanto de Clube da Luta, David Fincher seria a escolha mais óbvia. E de fato, Fincher é provavelmente meu candidato mais forte à cadeira do diretor. Porém, o trabalho de estréia de George Nolfi, Os Agentes do Destino, me faz pensar que ele tem a mão certa para a condução de “Three”, devido ao crescente tom de tensão presente na história. E por saber muito bem como narrar um conto com desfecho surpreendente, o subestimado Paul McGuigan, responsável pelo excelente Xeque-Mate, também está no páreo. Assim como o também subestimado (e desconhecido) Christopher Smith. Claro, não custa dizer que outro Christopher aí poderia fazer mais uma obra-prima caso tivesse em mãos um roteiro do filme (melhor ainda se por ele escrito). O alemão Schwentke também é interessante. E se… Alfred Hitchcock ainda fosse vivo?
  • Roteiro: Por ter uma ótima noção de como entregar informações relevantes para a continuidade da narrativa de forma gradativa e bem planejada, o que é essencial para um filme baseado em “Three”, de novo cito George Nolfi. Talvez o roteiro pudesse ficar com ele, e a direção com um dos outros diretores citados. Tony Gilroy é outro que poderia ficar com o roteiro – aliás, forte escolha. E lembrando de Janela Secreta (Secret Window, EUA, 2004), que possui certas semelhanças de estrutura com o livro, David Koepp também seria uma boa escolha. Da mesma forma que Steven Knight. Até Charlie Kaufman, caso tivesse a bondade de ceder sua genialidade para um projeto alheio a suas indagações filosóficas originais (afinal, estamos falando de uma adaptação, coisa que Kaufman nunca fez). O sumido Ted Tally, que escreveu as melhores adaptações de obras do Thomas Harris que se tem notícia: O Silêncio dos Inocentes (The Silence Of The Lambs, EUA, 1991) e Dragão Vermelho (Red Dragon, EUA, 2002). Eric Roth, em função do que já fez em O Informante (The Insider, EUA, 2000) e O Bom Pastor (The Good Shepherd, EUA, 2006). E por fim, outra opção seria a dupla responsável pelo ótimo thriller Um Crime de Mestre (Fracture, EUA, 2007).
  • Elenco: Só tenho certeza de um papel. O protagonista, Kevin Parson, deveria sem sombra de dúvida ser interpretado por Ryan Gosling. Sobre os outros personagens, ainda não me convenci. Jennifer poderia ser vivida por Jennifer Connely. Samantha, por Emily Blunt. Milton, por James Gandolfini (embora duvido que ele aceitasse um papel menor). Eugene, por Richard Jenkins. Balinda, por Glenn Close (ou Helen Mirren, ou Susan Sarandon). Dr. John Francis, por Michael Lonsdale (ou Anthony Hopkins). E Slater poderia ser Kiefer Sutherland (ou Gerard Butler, ou Pierce Brosnan).
  • Montagem: Lee Smith, Michael Kahn, a dupla Jim Miller e Paul Rubell, ou Thom Noble.
  • Fotografia: Dante Spinoti, Dion Beebe, Florian Ballhaus, John Toll, Pawel Edelman ou Robert Richardson.
  • Direção de Arte: Albrecht Konrad ou Donald Graham Burt.
  • Figurino: Kasia Walicka-Maimone ou Marit Allen (se estivesse viva).
  • Trilha Sonora: Harry Gregson-Williams, James Newton Howard ou Thomas Newman.

Colocados à mostra os concorrentes (devo ter esquecido alguém, como sempre acontece), listo, enfim, uma equipe pronta:

  • Direção: David Fincher;
  • Roteiro: George Nolfi;
  • Elenco: Ryan Gosling, Jennifer Connoly, Emily Blunt, James Gandolfini, Richard Jenkins, Glenn Close, Michael Lonsdale, Kiefer Sutherland;
  • Montagem: Lee Smith;
  • Fotografia: Pawel Edelman;
  • Direção de Arte: Albrecht Konrad;
  • Figurino: Kasia Walicka-Maimone;
  • Trilha sonora: James Newton Howard.

Pronto. Se alguém por acaso tenha lido o livro, comente minhas escolhas, e compartilhe as suas.

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Carta aberta ao Cinemark

13/06/2011

“Caros do Cinemark,

Aqui quem vos fala é um cinéfilo e ávido freqüentador de seu estabelecimento localizado no Barra Shopping Sul em Porto Alegre. No momento da inauguração, era o melhor cinema da cidade. O melhor projetor, a melhor acústica na sala, e as poltronas mais confortáveis – isso além ter sido pioneiro com o sistema de cadeiras numeradas na cidade, o que considero um feito mais do que admirável. Não só devido a todos esses fatores positivos, o Cinemark do Barra Shopping era e continua sendo o mais próximo de minha residência, o que me levou de forma imediata a freqüentá-lo muito assiduamente.

Afirmo que, tranquilamente, chego a assistir mais de 30 filmes por ano só no cinema de vocês. Em determinadas situações na fila para comprar o ingresso, tenho vontade de dizer “Eu sozinho já dei mais dinheiro para esse cinema do que todas essas pessoas juntas”. Afirmação que, apesar de exagerada, duvido não ser verdadeira.

Assim, como cliente, depois de comparecer a exatamente 90 sessões (desde a inauguração em fins de 2008), me sinto no total direito de apontar certas falhas do sistema de vocês. E como cinéfilo, me sinto na obrigação de fazer isso.

Mas primeiro é preciso esclarecer um detalhe que, justamente é um dos problemas a serem discutidos. Só envio esse e-mail, pois, após comentar no Twitter sobre o desserviço do Cinemark para comigo, a conta de vocês no Twitter, @cinemarkoficial, me abordou de forma simpática e disse que eu enviasse minhas críticas para o e-mail as recebe nesse instante.

Esperei um tempo, porque queria acreditar que a situação melhoraria eventualmente. Estava enganado. Devido a um último incidente, me vi compelido a finalmente reclamar. Enumerei em tópicos tudo o que, em minha opinião, merece ser revisado pela administração da empresa e, espero, aprimorado.

  1. Aceitar críticas e reclamações – Só envio esse e-mail porque, como eu disse, vocês vieram até mim, pedindo que eu apontasse os problemas que me incomodavam. Caso contrário eu não enviaria e-mail algum, visto que sempre que reclamo com os funcionários do estabelecimento, sou informado de que nada podem fazer em função da política da empresa. O que me leva ao próximo tópico.
  2. Treinar bem os funcionários – Além do já citado fato de eles não saberem lidar com qualquer reclamação dos clientes, por mais simples que seja, os funcionários do Cinemark (tanto do referido no Barra Shopping, quando daquele no Bourbon Ipiranga) geralmente não têm o mínimo senso de como tratar um cliente. Pior, não sabem se portar como devidos funcionários contratados para atender a clientela. Em se tratando de um público de cinema, e de um estabelecimento de cinema, é inaceitável, por exemplo, a) escutar a conversa dos funcionários (junto com os ruídos dos walkie-talkies por eles utilizados) ao lado de fora da sala enquanto o filme está em exibição. Além, é extremamente frustrante b) a movimentação dos funcionários próximos a porta quando da preparação para o fim da sessão, já que, desse modo, já temos consciência de que o filme está próximo do fim. E aliado a isso, c) as portas das salas só deveriam ser abertas após o final definitivo do filme. É terrível quando se está aproveitando a história e, de repente, ou a imagem na tela fica mais fraca devido aquela indesejada luz que vem de trás, ou você é ofuscado porque a porta, localizada embaixo da tela, é aberta. Outro ponto: d) capacitar os funcionários para pronunciar corretamente os títulos dos filmes. É frustrante você pedir o ingresso para um filme cujo título é parte em língua estrangeira, e precisar repetir na pronúncia errada, uma vez que a atendente não entendeu que “Red” (RED: Aposentados e Perigosos, EUA, 2010) se referia ao filme por ela encarado como “Rédi”. Isso é só um exemplo, pois sempre é constrangedor pedir ingresso para filmes com títulos assim. E finalmente, e) os créditos do filme nunca deveriam ser interrompidos – e as luzes do cinema acendidas somente após o início dos mesmos (e apagadas novamente quando em casos de filmes com cenas pós-créditos). Mais de uma vez tive de levantar e pedir para o responsável pelo projetor para que deixasse os créditos correndo. Da mesma forma, já escutei funcionários resmungando do fato de eu estar vendo os créditos até o fim. Paguei para ver o filme inteiro, e tenho todo direito de permanecer na sala até que todo o rolo do filme tenha sido projetado. É de uma indelicadeza tamanha que o funcionário do cinema reclame do cliente nessa situação. Para auxiliar com as falhas dos funcionários, f) um gerente seria bem vindo. Nunca vi um gerente no Cinemark. Os funcionários estão sempre por conta própria, desordenados.
  3. Expulsar público mal educado – É de responsabilidade do cinema garantir uma sessão tranquila para o cliente que pagou por isso. Sendo assim, é inaceitável a permissividade com que o Cinemark tolera espectadores inconseqüentes e mal educados que falam, atendem o celular ou enviam SMS durante a sessão. Sempre fico incomodado com esses problemas. Porque não há uma sessão em que alguém não deturpe a sala. Parece impossível assistir a um filme em paz no Cinemark. A volta do emprego dos extintos lanterninhas é imperativa. É estritamente necessário que alguém monitore a sessão, visando manter a ordem dentro da sala, de modo que o espectador consiga ver o filme, e não seja atrapalhado pela luz da tela do celular do idiota sentado ao lado ou à frente dele. Uma sessão tranquila faz parte da prestação de serviço paga. É ridículo exigir que o incomodado se retire da sala para reclamar e perca parte do filme que pagou para ver.
  4. Proibir a entrada de pais acompanhados de crianças de colo – Uma criança com menos de 5 anos tem mínimas chances de absorver qualquer coisa em um cinema. Some isso ao fato de ela certamente começar a chorar com qualquer clarão ou som mais alto, e se tem uma sessão de cinema totalmente destruída. Em sessões infantis dubladas, ainda se pode entender o desejo de levar seu filho pequeno, porém, é absolutamente incompreensível ir a uma sessão legendada com a criança. Assim, a entrada de bebês em sessões legendadas, ainda mais para filmes voltados ao público adulto, deveria sem expressamente proibida. Reclamei quando minha sessão de Harry Potter e as Relíquias da Morte foi trucidada com o choco constante de um bebê, e a resposta que recebi foi que de nada podiam fazer os funcionários, visto que fazia parte da política do Cinemark aceitar bebê nas salas. Sendo assim, tal política deve ser reformulada.
  5. Estender o turno dos funcionários até que todas as sessões tenham terminado – Seguido sessões que começam entre as 22h e as 24h chegam ao fim com o cinema completado deserto, ficando o cliente por conta própria na hora de sair. Essa é uma atitude irresponsável que pode colocar o público em perigo (a chance de um assalto não é pequena; ou mesmo a eventualidade de qualquer acidente – e se alguém desmaia ou sofre um ataque cardíaco?), além de uma absurda demonstração de descaso com o cliente pagante.
  6. Limitar o tempo de publicidade antes da exibição dos filmes – Como cinéfilo e estudante de publicidade, compreendo completamente o lado comercial do cinema, e sei que os anúncios pré-sessões são importantes nesse quesito. No entanto, é notável o quão exagerada está sendo a duração dessas propagandas. Sem contar os trailers que, no Cinemark, eu sei, geralmente são quatro por sessão, só os comerciais já ultrapassam 10 minutos. São 10 minutos de espera, mais os trailers. Quatro de, em média, 2 minutos e meio por cada, somando assim outros 10 minutos. Logo, são em torno de 20 minutos de atraso na sessão. E o cliente que contava com a duração exata do filme, pois necessitaria comparecer a um compromisso posterior, como fica? Mesmo se excluindo esses cenários (embora mais comuns do que pareçam), o mínimo que o público do filme merece é um aviso prévio de quando a sessão irá de fato chegar ao fim.
  7. Fazer correta manutenção das salas – No começo desse texto eu comentei que, no momento de seu inauguração, o Cinemark do Barra Shopping era o melhor da cidade. A situação mudou. Indo além de todos os problemas já apresentados, as salas do complexo do Barra Shopping vem decaindo tecnicamente, e muito. É difícil lembrar de uma sessão em que a) o projetor não tenha saído de foco (ou ficado a sessão toda fora de foco, ainda que levemente – foi o caso recente de Se Beber, Não Case 2). Os filmes chegam a terem melhor definição na TV doméstica do que nos projetores do Cinemark. Qualquer cena um pouco mais movimentada, um travelling, uma panorâmica, um simples plano sequência… Tudo sai de foco e, não raro, b) escurece demais na projeção (mas funciona perfeitamente bem na TV). Aí, quanto a escuridão principalmente, não sei se no caso do Cinemark é apenas mal cuidado com o equipamento (o que nos leva ao tópico 2, que envolve melhor treinamento dos funcionários), ou se entra em jogo aquela estupidez colossal de decidir reduzir a intensidade das lâmpadas dos projetores. O padrão de 5400 kelvin deveria ser seguido sempre, a não ser nos casos raros em que o filme viesse com especificidades de ajuste na ficha técnica (para mais ou para menos). Diminuir a intensidade luminosa das lâmpadas não irá aumentar a vida útil das mesmas, visto que as horas úteis continuarão inalteradas. Também é extremamente imperativo que d) se tenha cuidado com o aspecto de projeção utilizado. Um filme captado para se exibido no formato 1.85:1 e exibido em 2.39:1 terá partes de suas cenas mutiladas. O quadro da imagem terá sido recortado além do planejado, tirando de quadro, por exemplo, metade do rosto do ator quando no momento de um plano americano. Isso sem contar todo enquadramento prejudicado – durante todo o filme. O caso contrário é talvez ainda mais grave, pois, no lugar de cortar a imagem além do necessário, aquilo que deveria ter sido cortado – por exemplo, os microfones Boom – acaba aparecendo. No meio de tudo isso, outro absurdo é e) o estado em que as películas (ou as cópias digitais) se encontram na maioria das vezes: arranhadas. A desculpa de já virem assim das mãos das distribuidoras não serve. Por um lado, é quase impossível que seja sempre o caso. E por outro, mesmo que isso ocorra, creio ser obrigação dos cinemas cobrarem das distribuidoras um material em estado decente. Nem deveria ser preciso dizer que esse mesmo cuidado deve ser tido com o som. Mais no sentido acústico da questão. f) É possível escutar as explosões do filme de ação na sala ao lado, ou mesmo o trovoar quando começa a chover mais intensamente. Melhorias no sistema de acústica do complexo são necessárias – tanto Barra Shopping quanto Bourbon Ipiranga sofrem desses males (todos os apontados). Enfim, g) os óculos 3D estão constantemente sujos. Parte da desculpa do preço grosseiro das sessões em 3D é justamente o custo da higienização dos óculos. Pois então, é totalmente inaceitável que os mesmos sejam entregues sujos. Agora, embora, eu considere o design feio (opinião pessoal), é preciso reconhecer que este está anos-luz à frente da concorrência, que oferece óculos tão desconfortáveis a ponto de machucar as orelhas. E voltando a questão das salas, especificamente quanto ao Cinemark do Barra Shopping, é preciso dizer que h) a lâmpada de luz branca com escritos verdes que indica a “SAÍDA” é forte demais em algumas salas (principalmente a sala 7 – já cheguei a desistir de assistir determinado filme pois seria exibido ali). A luz chega a ser tão intensa que ofusca o espectador – similar ao problema dos celulares. Como vários desses outros tópicos, reclamei e nada foi feito.
  8. Definições de estréias – Sim, as estréias de filmes são responsabilidade das distribuidoras. É detestável que elas fiquem alterando a data constantemente, atrasando a chegada dos filmes, e afins. No entanto, é o cinema que põe à mostra cartazes de filmes com o texto indicativo “EM BREVE”. Sabendo da instabilidade das distribuidoras, seria interessante segurar os cartazes que supostamente em breve estrearão até pelo menos um mês antes da estréia. Por vezes cartazes ficam na parede durante um tempo indeterminado e o filme acaba nem sendo lançado nos cinemas. Aqui mais uma vez entra a postura do cinema em cobrar uma atitude mais responsável por parte das distribuidoras. Mas independente de tudo isso, é frustrante quando o cartaz de um filme é exposto no Barra Shopping, e depois só estréia no Bourbon Ipiranga. Basta uma melhor organização, e acredito que tais erros não ocorrerão. Entendo e acho patético que a distribuidora decida enviar somente uma cópia do filme para Porto Alegre, mas, havendo dois Cinemarks aqui, o filme deveria ir para aquele complexo que já conta com publicidade do mesmo. E fazer propaganda do filme nos dois complexos, já sabendo que somente uma cópia virá para cá, é errado.
  9. Reembolso – Este foi o fato que me motivou a finalmente escrever esse e-mail. Nessa última sexta-feira (10/06), comprei meu ingresso para a sessão das 22h10 de Namorados Para Sempre com cerca de 1h de antecedência. Então, fui jantar. O serviço do restaurante demorou a ponto de eu receber a comida faltando pouco mais de 10 minutos para o início da sessão. Tentei comer rapidamente a ponto de não perder o filme, mas quando vi que meu esforço seria em vão, desisti, e aproveitei o jantar, pensando que iria sem problemas acertar na bilheteria o valor pago no ingresso. Cheguei lá, expliquei a situação, e a atendente informou que só há reembolso chegando 15 antes de a sessão começar. Ou 15 minutos depois? Confesso que não me recordo. Porém, o cerne da questão é indiferente disso. Se comprei o ingresso com 1h de antecedência, é óbvio que eu não pretendo chegar atrasado. Não é escolha minha chegar atrasado. Há algo me impede de chegar a tempo. E não interessa quanto tempo de atraso. Se a política de vocês permite que um sujeito possa entrar na sala do filme mesmo faltando 30 minutos para o final da sessão (outra falha, diga-se de passagem), não vejo porque não reembolsar o cliente que chegou atrasado e decidiu não pegar o filme pela metade. A atendente me informou que “o sistema não aceita”. É isso? Há um sistema para que ela retorne o valor monetário para o cliente? Quando do pagamento no cartão (meu caso), é compreensível, tudo bem. Mas, nessa circunstância, não seria plenamente possível conceder um vale-ingresso para outra sessão, uma vez que o valor já foi pago? Não é razoável?
  10. Desenvolver as vantagens do Clube Cinemark – Não uma reclamação, mas uma sugestão. Outras redes de cinemas contam programas de vantagens vastamente superiores ao do Cinemark, e portanto mais atrativos. Seria interessante de Cinemark correr atrás da concorrência nesse sentido. Dentre as vantagens do programa de uma das redes concorrentes (que diplomaticamente me vejo na obrigação de não mencionar), depois de determinado número de sessões acumuladas, é possível trocar pontos por prêmios. Depois de tantos pontos, você ganha o cartão preferencial, que garante, entre outras coisas, preferência na hora de comprar o ingresso. Sugiro o Cinemark pensar em algo semelhante.

Espero sinceramente que a administração do Cinemark tome as medidas necessárias para resolver esses problemas que só se agravam com o passar do tempo. É uma pena que uma rede de cinemas tão grande esteja se deixando levar pelo conformismo, caindo na mediocridade, e deixando o público de lado. O valor cobrado pelo ingresso já é caro demais. Está na hora de (re)começar a fazer um serviço digno desse preço.

No mais, afirmo que publicarei esse e-mail em meu blog e em meu site, tornando visível a todos o que está em voga aqui. Jamais assumi um tom agressivo ou ofensivo, e apenas apontei falhas que devem ser melhoradas para o bem do público que alimenta o Cinemark, além do próprio Cinemark. Fui duro na avaliação, sim. Mas como comentei no início, me vejo em total direito e capacidade para tal. Não foi uma ou duas vezes que os problemas apareceram. Eles são recorrentes. Por isso o tom urgente do discurso. Além disso, em sua maioria as ideias sugeridas para a resolução dos problemas são facilmente aplicáveis. Ignorar tudo que foi dito aqui implicará na confirmação de que o Cinemark não dá o menor valor a seu público. O que seria uma pena.

Atenciosamente,

Guilherme Huyer”

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O que ainda está por vir em 2011?

06/06/2011

O que de possivelmente interessante ainda está por vir em 2011, em termos de cinema? (ou estaria por vir – tudo depende daquelas velhas víboras chamadas distribuidoras – notem que a maioria dos filmes nem tem título em português ainda.). Pensando nisso, fui dar uma pesquisada nos lançamentos agendados para o resto do ano, e acabei fazendo a seguinte lista. Sem muitos critérios, fui colocando na lista todo filme que considerei ter alguma coisa interessante. Algumas escolhas são mais pessoais, mas a maioria embarca o interesse de qualquer cinéfilo (creio):

7 Khoon Maaf - Dirigido por Vishal Bhardwaj, é um thriller indiano sobre uma mulher misteriosa.

Albert Nobbs - Drama dirigido por Rodrigo García, que comandou dezenas de episódios da série In Treatment, tem roteiro de Glenn Close, e é estrelado por Aaron Johnson, Jonathan Rhys Meyers e Mia Wasikowska.

Anonymous - Novo longa do exageradamente xingado Roland Emmerich é um thriller que desenvolve a hipótese de Shakespeare (Rafe Spall) ter sido uma frade.

The Artist - Dirigido por Michel Hazanavicius, se trata de um filme que busca homenagear o cinema mudo, com James Cromwell, John Goodman,  Malcolm McDowell e Penelope Ann Miller no elenco.

A Árvore da Vida (The Tree Of Life) - Mais recente projeto do intrigante Terrence Malick, vencedor da Palma de Ouro no último festival de Cannes, é um drama ambientado nos anos 1950 com Brad Pitt e Sean Penn no elenco.

As Aventuras de Tintim (The Adventures of Tintin: The Secret of the Unicorn) - Provavelmente um dos filmes mais aguardados do ano, essa adaptação dos quadrinhos do belga Hergé é dirigida por Steven Spielberg, produzida em parceria com Peter Jackson (que filmará a sequência), co-roteirizada por Edgar Wright, e tem Jamie Bell no papel do protagonista.

Capitão América: O Primeiro Vingador (Captain America: The Fisrt Avenger) - Filme que fechará o primeiro quadro da Marvel das aventuras-solo dos heróis que integrarão o mais do que esperado longa d’Os Vingadores, é dirigido por Joe Johnston (responsável pelo bom Mar de Fogo, e pelo decepcionanteO Lobisomem), tem Chris Evans como o herói do título, e Hugo Weaving no papel do vilão Caveira Vermelha.

Contagion Ficção científica diriga pelo sempre interessante Steven Soderbergh e estrelada por Matt Damon.

Cowboys e Aliens (Cowboys & Aliens) - Outro longa bastante aguardado traz Daniel Craig, Harrison Ford e Olivia Wilde no meio do velho oeste norte-americano lidando com uma invasão alienígena. Tem direção de Jon Favreau (ator de comédia que se revelou na condução de longas de ação com o excelenteHomem de Ferro)

A Dama de Ferro (Thr Iron Lady) - Dirigida por Phyllida Lloyd, é uma biografia de Margaret Thatcher (relevante figura dentro do cenário político da Grã-Bretanha), que será vivida por Meryl Streep.

The Descendants - Drama sobre a relação de um pai com suas filhas. Mas pouco importa a sinopse quando se trata de um filme dirigido e roteirizado por Alexander Payne, e protagonizado por George Clooney.

Drive - Dirigido pelo desconhecido Nicolas Winding Refn, o filme de ação causou ótima impressão em Cannes, e promete mais uma bela atuação de Ryan Gosling.

A Fera (Beastly) - Releitura do conto de fadas A Bela e a Fera, o filme é dirigido pelo também desconhecido Daniel Barnz, e tem Vanessa Hudgens como a “Bela” da história original.

O Garoto de Bicicleta (Le gamin au vélo) - Mais um drama dos irmãos Jean-Pierre e Luc Dardenne, esse tem Cécile De France no elenco e trata da superação de uma criança órfã deixada aos cuidados de um tutor desqualificado.

The Girl With The Dragon Tattoo - Refilmagem hollywoodiana do excelente longa sueco Os Homens Que Não Amavam as Mulheres, baseado na obra literária de Stieg Larsson. Primeiro de uma trilogia, o thriller tem direção de David Fincher e elenco encabeçado por Daniel Craig e Rooney Mara.

The Guard - Esse filme policial de comédia dirigido por John Michael McDonagh promete uma interessante interpretação de Brendan Gleeson no papel de um detetive irlandês old school.

Hanna - Fugindo dos temas abordados em seus filmes anteriores, o diretor Joe Wright agora comanda um thriller de ação com Saoirse Ronan no papel da personagem título: uma menina de 16 criada pelo pai para ser a assassina perfeita.

Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2 (Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2) - Capítulo final da franquia. Nada mais a declarar.

La Havre - Novo filme do diretor finlandês Aki Kaurismäki.

Hugo Cabret - Novo filme de Martin Scorsese é adaptação de um livro de Brian Selznick sobre o mistério que envolve um menino órfão que vive na estação de trem de Londres na década de 1930. O elenco estrelar é composto por Ben Kingsley, Chloe Moretz, Christopher Lee. Emily Mortimer, Johnny Depp, Jude Law, Ray Winstone e Sacha Baron Cohen.

The Iceman - Dirigido pelo israelense Ariel Vromen, o filme fala sobre a história verídica do assassino Richard Kuklinski, conhecido como “Iceman”, a ser interpretado por Michael Shannon. Elenco ainda conta com Benicio Del Toro e James Franco.

The Ides of March - Dirigido por George Clooney, o filme chama atenção pelo fantástico elenco que reuniu: Evan Rachel Wood, Jeffrey Wright, Marisa Tomei, Paul Giamatti, Philip Seymour Hoffman, Ryan Gosling, além do próprio Clooney.

The Impossible - Longa de ação dirigido pelo espanhol Juan Antonio Bayona (do suspense O Orfanato) conta com uma parceria que há tempos eu sonho em ver no elenco de algum filme: Ewan McGregor e Naomi Watts.

J. Edgar - Drama de Clint Eastwood sobre o primeiro diretor do FBI, J. Edgar Hoover, que será vivido por Leonardo DiCaprio – grandes chances de Oscar. Também tem Naomi Watts no elenco.

Killer Joe - Comédia dramática dirigida pelo lendário William Friedkin.

Knights of Badassdom - Amigos jogando RPG conjuram um demônio de verdade por engano. Dirigido por Joe Lynch e estrelado por Danny Pudi (o Abed de Community) Peter Diklage, Ryan Kwanten, Steve Zahn e Summer Glau.

Lanterna Verde (Green Lantern) - Mais uma adaptação dos quadrinhos da DC, essa é dirigida por Martin Campbell e tem Ryan Reynolds no papel do protagonista, além de Black Lively e Peter Sarsgaard no elenco de apoio.

The Ledge - Matthew Chapman, responsável pelo roteiro do ótimo O Júri, volta à direção depois de 33 anos no comando de uma batalha filosófica entre um ateu e um religioso fundamentalista. Elenco conta com Charlie Hunnam, Liv Tyler, Patrick Wilson e Terrence Howard.

Melancolia - Charlotte Gainsbourg, Kiefer Sutherland e Kirsten Dunst estrelam a ficção científica do mestre dinamarquês Lars Von Trier.

Michael - Drama austríaco sobre pedofilia, dirigido por Markus Schleinzer.

Missão Impossível 4 (Mission: Impossible – Ghost Protocol) - Marcando a estréia de Brad Bird na direção live-action, o filme provavelmente será o último da franquia com Tom Cruise a frente do elenco. Jeremy Renner será seu sucessor.

On The Road - Adaptação do clássico da literatura beat escrito por Jack Kerouac ficará sob a direção do brasileiro Walter Salles e terá um elenco versátil composto por Alice Braga, Amy Adams, Garrett Hedlund, Kirsten Dunst, Kristen Stewart, Sam Riley, Viggo Mortensen

Pina - Dirigido pelo alemão Wim Wenders, o filme pretende expor o mundo da dança atráves de um recorte de várias apresentações indepentendes.

Precisamos Falar Sobre Kevin (We Need to Talk About Kevin) - Adaptação do aclamado livro homônimo de Lionel Shriver é dirigida por Lynne Ramsay, que escreve o roteiro ao lado de Rory Kinnear, e estrelada por John C. Reily e Tilda Swinton, além do menino Ezra Miller, que interpreta o personagem título.

Sherlock Holmes 2 (Sherlock Holmes: A Game of Shadows) - Continuação do sucesso lançado em 2009 sobre o detetive mais famoso do mundo tem Guy Ritchie de volta à direção. Elenco principal continua o mesmo (Jude Law, Rachel McAdams e Robert Downey Jr.), e ganha o reforço de Jared Harris, Noomi Rapace e Stephen Fry.

Sleeping Beauty - Ousada interpretação do conto A Bela Adormecida transforma a história original em um suspense sobre prostituição de luxo. A estreante Julia Leigh conduz a trama e Emily Browning faz a protagonista.

La Source des Femmes - Novo filme do diretor romeno Radu Mihaileanu (de O Concerto) pretende falar de forma levemente cômica sobre a complicada situação em que se encontram as mulheres e os homens de um vilarejo que sofre a falta de água. Elas ameaçam não fazerem sexo se eles não forem atrás de água.

Super 8 - Ficção científica bastante aguardada pelos fãs de seu diretor, J.J. Abrams, e/ou de seu produtor, Steven Spielberg.

Tinker, Tailor, Soldier, Spy - O diretor do belo longa sueco Deixa Ela Entrar, Tomas Alfredson, toma em mãos a adaptação do livro de espionagem do escritor John Le Carré cujo elenco é formado por Benedict Cumberbatch, Colin Firth, Gary Oldman, Mark Strong e Tom Hardy.

Violey and Daisy - Geoffrey Fletcher, que ganhou o Oscar pelo roteiro de Preciosa, estréia na direção comandando um filme sobre duas assassinas adolescentes vividas por Alexis Bledel e Saoirse Ronan.

War Horse - Épico de Steven Spielberg sobre um garoto que vai em busca de seu cavalo, que foi confiscado pelo governo dos EUA para servir na Primeira Guerra Mundial.

Warrior - Dirigido por Gavin O’Connor (de Força Policial), o filme segue um lutador de boxe (Tom Hardy) que, ao voltar para casa, recebe ajuda do pai alcoólatra (Nick Nolte) com o treinamento para um campeonato de luta livre.

Wrecked - Mais projeto independente no qual o intrigante ator Adrien Brody aceitou participar para estender seus limites de interpretação. Aqui, sob a direção do estreante Michael Greenspan, Brody fará um sujeito que sofre um acidente de carro e fica preso nos destroços.

Wu xia - Filme que leva no título o gênero que pretende homenagear. “Wu xia” é como são conhecidos os longas chineses sobre kung fu. Tem direção de Peter Chan e elenco encabeçado por Takeshi Kaneshiro.

Xinhai geming Drama histórico dirigido e estrelado por Jackie Chan.

Your Highness - Comédia dirigida por David Gordon Green que parodia as grandes produções épicas recentes. Danny McBride, James Franco e Natalie Portman formam o elenco principal.

Enfim, considerando uma boa quantidade de longas com estréia prevista para 2011, imagino ter feito um bom recorte dos títulos que mais prometem bons filmes. Caso saibam de algum(ns) que não esteja(m) na lista, não exitem em comentar.

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