Posts de abril \18\UTC 2011

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Pânico 4

18/04/2011

Os anos 90 só não foram uma tragédia para o gênero do terror porque um cara esperto chamado Wes Craven, tendo em mãos um roteiro excelente de outro cara esperto chamado Kevin Williamson, resolveu fazer um filme de terror fora do comum. Ao invés de simplesmente fazer outro filme de terror, Craven usou roteiro de Williamson e quebrou todas as convenções do gênero, em um misto de homenagem e sátira. Pânico deu tão certo que resultou em uma continuação direta no ano seguinte, e mais uma três anos depois dessa. Agora, pouco mais de uma década após o lançamento de Pânico 3, Craven e Williamson se juntam novamente para realizar Pânico 4 (Scream 4, EUA, 2011).

Passados 11 anos desde os acontecimentos do último filme, agora Sidney Prescott (Neve Campbell) volta a Woodsboro, imaginando que a fila de psicopatas querendo matá-la tenha finalmente acabado. Para superar o incessante trauma de revidar a tentativas de assassinato, Sidney lança um livro autobiográfico sob o título de Out of Darkness (“Saindo da Escuridão” ou “Saindo das Trevas” em tradução livre), o que simboliza uma clara ironia, uma vez que ela não saiu da sua situação ainda e está estrelando o quarto filme de sua franquia. E outro fator relevante referente ao livro, se dá no fato de que, tratando de tudo o que aconteceu nos outros filmes, é a fonte de inspiração do assassino de agora (ainda que isso aconteça indiretamente, pois não sabemos se o livro foi realmente lido por ele).

Agora, considerando a franquia Pânico: o primeiro filme tratava de metalinguagem stricto senso; o segundo falava de sequências; e, o terceiro, de trilogias. Assim, o que o roteiro de Williamson poderia fazer nesse quarto filme? A solução, relativamente esperta, foi explorar os conceitos de uma refilmagem.

Dessa vez, somos apresentados a uma prima de Sidney, Jill (Emma Roberts, sobrinha de Julia), que não existia antes – ao menos nunca tinha sido mencionada (e consciente de estar forçando a barra, o roteirista é esperto em colocar o diálogo: “Você é prima da Sidney?”, “Sim, mas ela nem me conhece”, logo no começo do filme). Fazendo jus ao gênero (terror), Jill é bonita e meiga e tem amigas gostosas, Kirby (Hayden Panettiere) e Olivia (Marielle Jaffe); há também a presença dos nerds, Charlie (Rory Culkin) e Robbie (Erik Knudsen); o ex-namorado impertinente (Nico Tortorella); os policiais estereotipados (Adam Brody e Anthony Anderson), que justamente brincam com a figura do policial em filmes de terror, desapontados com seus papeis de curta duração; e voltam também Courtney Cox como Gale Weathers e David Arquette como Dewey, que agora é xerife e conta com uma assistente por ele apaixonada (Marley Shelton). Portanto, a possibilidade de mortes é enorme, e realmente fica difícil prever quem será o próximo a morrer.

No entanto, tal fato não importa muito já que basicamente todos morrem, como era de se esperar. Relacionado a isso está um dos problemas do filme. Em uma das cenas de abertura (sim, são várias – mistura de inspiração e desespero, creio), uma personagem comenta que Jogos Mortais 4 é uma porcaria, porque não há profundidade dramática e porque todos os personagens são esquemáticos, sem chances de identificação com o espectador. Então, é justamente isso que acontece em Pânico 4 (será de alguma relevância ambos os filmes serem os quartos de suas franquias?). São tantos personagens que, não importa quem os interprete, não há jeito de nos importarmos quando seu tempo em tela acaba – exceto, claro, por Sidney, Gale e Dewey, uma vez que já conhecemos esses personagens, e já nutrimos alguma simpatia por eles.

Para compensar a falta de identificação com os personagens, porém, Kevin Williamson consegue criar algumas mortes surpreendentes. A começar por aquela que acontece na cena que conta com as pontas de Anna Paquin e Kristen Bell. Se o filme todo fosse assim, seria perfeito, mas não é. Outro momento inspirado se dá na revelação do primeiro assassino. Mas, certamente, a grande surpresa é a identidade do segundo assassino.

Claro, a surpresa é surpresa porque não tínhamos a menor ideia de que fosse acontecer. Todavia, seria muito mais interessante se Williamson tivesse polido melhor seu trabalho, colocando indícios sutis aqui e ali. Pois, analisando em retrocesso, o assassino-mor do filme surge incontestavelmente forçado. Suas motivações, então, nadam em um mar de clichê.

Para finalizar, infelizmente é preciso dizer que a direção de Wes Craven aparece pouco inspirada, com os esperados momentos de tensão absoluta presentes dos outros filmes da série basicamente inexistindo aqui. Além disso, a transição de umas cenas para outros é problemática, pulando espaços de tempo irregulares. Seu mérito resiste, enfim, em realizar as mortes de modo mais cru que antes (resgatando seu sadismo esquecido em A Hora do Pesadelo), e em criar um desfecho suficientemente tenso. Pena que essa tensão não estava presente no resto do filme

Obs: (spoiler) apesar do absurdo que é sua personagem, Emma Roberts ainda assim consegue convencer o espectador da sinceridade doentia de Jill, e tem uma atuação excelente no que diz respeito ao terceiro ato do filme, se sobressaindo em relação ao restante do elenco.

Obs 2: (spoiler) apesar do desfecho tenso e satisfatório, seria ainda melhor caso Sidney tivesse realmente morrido. Como fã da série, ver que a personagem querida sobrevive é reconfortante. Mas como apreciador do bom cinema, é um pouco frustrante (na verdade, a situação é paradoxal). Pânico 4 seria muito melhor, mais chocante, caso ela tivesse morrido. Porém, Kevin Williamson, tendo amor a seus personagens, encontrou um modo genial de evitar isso. Ele colocou a seguinte frase na boca de Sidney, antes de fazê-la matar sua prima assassina: “Don’t fuck with the original”, remetendo à regra mais importante das refilmagens.

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Cópia Fiel

14/04/2011

Cheguei questão de 1 minuto atrasado, perdi aquele tempo referente aos créditos iniciais (considerando que o filme os tenha). Eu me amaldiçôo sempre que cometo essa irresponsabilidade cinéfila. No entanto, o motivo pelo qual eu poderia não ter compreendido o filme de Abbas Kiarostami em sua completude não é referente a esse 1 minuto de filme perdido.

Tratando da questão emblemática do ‘sentido da arte’, o longa coloca em contraponto dois personagens com pontos de vista diferentes: um escritor que questiona os conceitos de originalidade cópia, afirmando que o valor de uma peça de arte está na percepção do admirador; e uma mulher, dona de uma galeria de arte, que discorda, acreditando que o original é sempre mais digno. O homem, James Miller (William Shimell) é mais centrado, contido, e tem uma visão racional das coisas. A mulher, Elle (Juliette Binoche) é mais solta, emotiva, e tem uma visão romântica das coisas. Depois que os dois se conhecem, após a palestra do primeiro sobre seu livro, ela, notavelmente encantada pelo sujeito, o convida para ir a sua galeria, e de lá ambos partem para uma pequena viagem pela Toscana – ele é inglês, ela é francesa, e eles estão na Itália (o diretor é iraniano e tanto Binoche quanto Shimell oferecem performances fascinantes – e é impressionante que Shimell, sendo um cantor de ópera com pouquíssima experiência no cinema, tenha tanto controle em cena).

Até aí, o filme se desenrola normalmente, com os dois personagens centrais discutindo o assunto naturalmente (ênfase do abvérbio, uma vez que a abordagem do cineasta quanto a interação dos atores é bastante verossímil: não surge forçada, não parece atuação – o que é de suma importância para a proposta do longa, como se verá adiante). No entanto, em determinado ponto, em um café, a estrutura do filme muda drasticamente, e (spoiler) os protagonistas começam a interagir como se fossem casados a 15 anos. O ‘drasticamente’ não deve ser confundido com ‘repentinamente’, ressalto. A proprietária do café interpreta a relação dos personagens de Shimell e Binoche como um casal, e quando ele sai para atender o telefone, ela comenta isso com Binoche, que não desmente a “falsa verdade”. Quando ele volta, perguntando o que acontece (ele não entende italiano), Binoche explica: “Ela pensa que você é meu marido. Eu não a corrigi”. Então, quando saem do recinto, eles começam realmente a agir como se fossem casados, com o porém da mudança ocorrer gradativamente. Eles não passam a gritar um com o outro logo na cena seguinte – embora isso venha a ocorrer em breve, junto com os exageros (propositais) nas atuações, quebrando a naturalidade da interação de antes. Portanto, podemos interpretar que ambos estejam fingindo essa relação matrimonial, como que duelando para ver quem mantém melhor a “mentira” – como ocorre em Jogo de Vida ou Morte (Sleuth, EUA, 2007). Ou, forçando um pouco (muito), se pode supor que os dois realmente fossem casados, e a mentira se restringisse à interação deles no começo do filme – visão que desconsiderei imediatamente. E embora a primeira suposição seja mais palpável, a considero implausível.

Logo, a possibilidade de interpretação que encontro é a de as duas facetas de cada personagem como sendo intrínseca e simultaneamente verdadeiras e falsas. Porque, no final das contas, não há de fato uma história real sendo contada ali. É tudo um filme de ficção. A maioria dos espectadores pode sair do cinema exclamando: “Mas o que estava acontecendo? Qual era a história de verdade?”. Isso simplesmente não tem a menor importância. É o ponto do livro de James Miller, e é o ponto que Abbas Kiarostami tenta provar. Não há uma história “de verdade”. Tudo depende da percepção que cada um tem da obra - discussão similar encontramos em Desejo e Reparação (Atonement, Inglaterra, 2007). Por isso é irrelevante o fato de eu ter perdido o primeiro minuto do filme.

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Ghuyer Awards 2010 – Indicados

12/04/2011

A minha versão do Oscar. Considerando todos os filmes que eu vi no cinema em 2010, elejo meus preferidos em várias categorias. Ressaltando que omissões podem ocorrer não só em função de eu ter desgostado de determinado filme, como no caso de eu não ter visto tal filme. Não é por acaso que a premiação leva o meu nome. São os meus preferidos, dentre aquele que eu consegui ver.

Melhor Filme

  • Amor Extremo (Inglaterra)
  • A Fita Branca (Alemanha)
  • Os Homens Que Não Amavam as Mulheres (Suécia)
  • A Origem (EUA)
  • Tropa de Elite 2 (Brasil)

Melhor Direção

  • Amor Extremo (John Maybury)
  • A Fita Branca (Michael Haneke)
  • Kick-Ass: Quebrando Tudo (Matthew Vaughn)
  • A Origem (Christopher Nolan)
  • Tropa de Elite 2 (José Padilha)

Melhor Elenco

  • Amor Sem Escalas
  • A Fita Branca
  • O Mensageiro
  • O Segredo dos Seus Olhos
  • Tropa de Elite 2

Melhor Ator

  • Dois Irmãos (Antonio Gasalla)
  • Enterrado Vivo (Ryan Reynolds)
  • Ilha do Medo (Leonardo DiCaprio)
  • O Profeta (Tahar Rahim)
  • Vício Frenético (Nicolas Cage)

Melhor Atriz

  • Amor Extremo (Keira Knightley)
  • Amor Extremo (Sienna Miller)
  • Os Homens Que Não Amavam as Mulheres (Noomi Rapace)
  • Mother: A Busca Pela Verdade (Hye-ja Kim)
  • Vincere (Giovanna Mezzogiorno)

Melhor Ator Coadjuvante

  • A Fita Branca (Burghart Klaussner)
  • Mother: A Busca Pela Verdade (Yoon Do-joon)
  • O Profeta (Niels Arestrup)
  • RED: Aposentados e Perigosos (John Malkovich)
  • O Solista (Jamie Foxx)

Melhor Atriz Coadjuvante

  • O Escritor Fantasma (Olivia Williams)
  • Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1 (Emma Watson)
  • Kick-Ass: Quebrando Tudo (Chlöe Moretz)
  • Nine (Kate Hudson)
  • A Origem (Marion Cotillard)

Melhor Filme de Animação

  • Como Treinar Seu Dragão (Dean DeBlois e Chris Sanders)
  • A Lenda dos Guardiões (Zack Snyder)
  • Ponyo: Uma Amizade que Veio do Mar (Hayao Miyazaki)
  • Toy Story 3 (Lee Unkrich)

Melhor Roteiro Original

  • A Fita Branca (Michael Haneke)
  • Mother: A Busca Pela Verdade (Eun-Kyo Park, Joon-Ho Bong e Wun-Kyo Park)
  • A Origem (Christopher Nolan)
  • O Profeta (Abdel Raouf Dafri, Jacques Audiard, Nicolas Peufaillit e Thomas Bidegain)
  • Tropa de Elite 2 (Bráulio Mantovani e José Padilha)

Melhor Roteiro Adaptado

  • Os Homens Que Não Amavam as Mulheres (Nikolaj Arcel e Rasmus Heisterberg)
  • O Escritor Fantasma (Robert Harris e Roman Polanski)
  • A Estrada (Joe Penhall)
  • A Rede Social (Aaron Sorkin)
  • O Segredo dos Seus Olhos (Eduardo Sacheri e Juan José Campanella)

Melhor Montagem

  • Enterrado Vivo (Rodrigo Cortés)
  • A Origem (Lee Smith)
  • A Rede Social (Angus Wall e Kirk Baxter)
  • Tropa de Elite 2 (Daniel Rezende)
  • Zona Verde (Christopher Rouse)

Melhor Fotografia

  • Amor Extremo (Jonathan Freeman)
  • A Estrada (Javier Aguirresarobe)
  • A Fita Branca (Christian Berger)
  • Ilha do Medo (Robert Richardson)
  • A Origem (Wally Pfister)

Melhor Direção de Arte

  • Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1 (Stuart Craig)
  • O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus (Anastasia Masaro)
  • A Origem (Guy Hendrix Dyas)
  • Sherlock Holmes (Sarah Greenwood)
  • Tron: O Legado (Darren Gilford)

Melhor Figurino

  • Chéri (Consolata Boyle)
  • A Jovem Rainha Vitória (Sandy Powell)
  • O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus (Monique Prudhomme)
  • Sherlock Holmes (Jenny Beavan)
  • Tron: O Legado (Michael Wilkinson)

Melhor Trilha Sonora

  • Como Treinar Seu Dragão (John Powell)
  • Onde Vivem os Monstros (Carter Burwell e Karen O.)
  • A Origem (Hans Zimmer)
  • Sherlock Holmes (Hans Zimmer)
  • Tron: O Legado (Daft Punk)

Melhor Canção

  • Amor Extremo (“Careless Talk”, Angelo Badalamenti e John Maybury)
  • Amor Sem Escalas (“Up In The Air”, Kevin Renick)
  • Nine (“Cinema Italiano”, Maury Yeston)
  • Onde Vivem os Monstros (“Building All Is Love”, Karen Orzolek, Nick Zinner e Tristan Bechet)
  • O Refúgio (“Le Refuge”, Louis Ronan Choisy)

Melhor Maquiagem

  • Alice no País das Maravilhas (Valli O’Reilly)
  • Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1 (Amanda Knight)
  • O Lobisomem (Lisa Westcott)
  • O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus (Sarah Monzani)
  • Zumbilândia (Melissa A. Yonkey e Sarah Mays)

Melhor Som

  • Guerra ao Terror (Paul N. J. Ottosson, Ray Becket)
  • A Origem (Ed Novick, Gary Rizzo, Lora Hirschberg, Richard King)
  • Tron: O Legado (Addison Teague, Christopher Boyes, Gwendolyn Yates Whittle, Steve Boeddker)
  • Tropa de Elite 2 (Armando Torres Jr. e Eduardo Virmond Lima)
  • Zona Verde (James Boyle, Mark Taylor, Oliver Tarney, Simon Chase)

Melhores Efeitos Visuais

  • Alice no País das Maravilhas (Carey Villegas, David Schaub, Ken Ralston e Sean Phillips)
  • Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1 (Chris Shaw, John Moffatt)
  • Homem de Ferro 2 (Andrew Hellen)
  • A Origem (Andrew Lockley, Chris Corbould, Paul J. Franklin e Pete Bebb)
  • Tron: O Legado (Alex Burdett, Eric Barba, Steve Preeg)

Distribuição das Indicações

10 – A Origem
6 – Amor Extremo/ A Fita Branca/ Tropa de Elite 2
5 – Tron: O Legado
4 – Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1
3 – Os Homens Que Não Amavam as Mulheres/ Mother: A Busca Pela Verdade/ O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus/ O Profeta / Sherlock Holmes
2 – Alice no País das Maravilhas/ Amor Sem Escalas/ Como Treinar Seu Dragão/ Enterrado Vivo/ O Escritor Fantasma/ A Estrada/ Ilha do Medo/ Kick-Ass: Quebrando Tudo/ Nine/ Onde Vivem os Monstros / A Rede Social/ O Segredo Dos Seus Olhos/ Zona Verde
1 – Chéri/ Dois Irmãos/ Guerra ao Terror/ Homem de Ferro 2/ A Jovem Rainha Victória/ A Lenda dos Guardiões/ O Lobisomem/ O Mensageiro/ Ponyo: Uma Amizade Que Veio do Mar/ RED: Aposentados e Perigosos/ O Refúgio/ O Solista/ Toy Story 3/ Vício Frenético/ Vincere/ Zumbilândia

Na edição passada, o grande vencedor do Ghuyer Awards foi Avatar, ganhando em 5 categorias. Anuncio na semana que vem os vencedores dessa edição de 2010 (estamos em 2011, mas os filmes eu vi em 2010, então…).

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Previsões Oscar 2011 #8 – Resolução | Volta

11/04/2011

A primeira parte do post é exclusivamente referente ao resultado (medíocre) das minhas previsões do Oscar. E a segunda explicará, em poucas palavras, porque demorei tanto para escrever aqui novamente.

1ª parte:

Os acertos estão como no post anterior, já os erros estão riscados, com o vencedor ao lado.

Melhor Filme

  • O Discurso do Rei

Melhor Direção

  • O Discurso do Rei (Tom Hooper)

Melhor Ator

  • O Discurso do Rei (Colin Firth)

Melhor Atriz

  • Cisne Negro (Natalie Portman)

Melhor Ator Coadjuvante

  • O Discurso do Rei (Geoffrey Rush) | O Vencedor (Christian Bale)

Apontei as chances de Bale.

Melhor Atriz Coadjuvante

  • O Vencedor (Melissa Leo)

Melhor Roteiro Original

  • O Discurso do Rei

Melhor Roteiro Adaptado

  • A Rede Social

Melhor Montagem

  • A Rede Social

Melhor Fotografia

  • Bravura Indômita | A Origem

Melhor Direção de Arte

  • Alice no País das Maravilhas

Melhor Figurino

  • O Discurso do Rei | Alice no País das Maravilhas

Apontei as chances de Alice.

Melhor Trilha Sonora

  • O Discurso do Rei | A Rede Social

Melhor Canção

  • Country Strong (“Coming Home”) | Toy Story 3 (“We Belong Together”)

Melhor Maquiagem

  • Minha Versão Para o Amor | O Lobisomem

Melhor Mixagem de Som

  • A Origem

Melhor Edição de Som

  • A Origem

Melhores Efeitos Visuais

  • A Origem

Melhor Animação

  • Toy Story 3

Melhor Documentário

  • Inside Job

Melhor Filme em Língua Não-Inglesa

  • Biutiful | Em um  Mundo Melhor

Acertei 14 entre 21 categorias. Nunca saio dessa média. Eu não vi a premiação. Estava viajando, e mesmo se não estivesse, não veria. Ainda não engoli a não-indicação de A Origem em Montagem, bem como de Christopher Nolan como Diretor. Ridículo. Ao menos me contentei em ver Bravura Indômita sair de mãos abanando: 10 indicações e nenhuma vitória.

2ª parte:

Eu fiquei ausente do blog por vários motivos diferentes:

  • Até dia 15 de fevereiro eu estava vendo muito mais filmes do que era capaz de acompanhar criticando aqui;
  • Viajei para o Peru na segunda metade de fevereiro, passando uma semana lá;
  • Um dia depois de voltar do Peru, fui passar uma semana na Serra, em Cambará do Sul;
  • Meio mês sem Internet e sem cinema foi o suficiente para acalmar minhas ambições cinéfilas, e perdi aquela fome por filmes;
  • Tudo isso misturado com uma namorada maravilhosa que espero durar ad eternum, e deixei o Fakeline de lado;
  • A cereja do bolo: além de criar um site com a máfia cinéfila amiga, o Fila K, também fui convidado para escrever no Very Much Alive, e compor o júri do Cinebulição. Ou seja, eu tinha muita coisa na cabeça. Teria que escrever demais, e não dei conta, me afastei de tudo.

Enfim, era isso. Tive de recusar o convite do Luiz para entrar no Cinebulição – na verdade, nem tive tempo de dizer um “não” sincero e educado. apenas sumi do mapa. Ainda não contribuí com o Very Much Alive, mas pretendo fazer alguma coisa – me sinto horrível em ter sido convidado para integrar o site, aceitado o convite, e não ter feito nada ainda. E finalmente, os convido a conhecer o Fila K, onde há material crítico de várias pessoas.

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