
Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra
14/10/2010A Órfã já foi. O próximo na lista de filmes visto é Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra.
Eu simplesmente fucking amo Piratas do Caribe! Já vi o filme tantas vezes, que não sei mais o que dizer. Só vou (tentar) juntar algumas palavras para (tentar) escrever um texto minimamente mais substancial do que apenas uma opinião pessoal.
Uma das coisas que eu mais me arrependo na vida é não ter visto Piratas do Caribe no cinema. É, eu não vi (e também não vi Batman Begins, outra lástima – mas isso é outra história). Eu ainda não tinha a cultura cinéfila correndo em minhas sinapses, então ir ao cinema na 7ª-série não era algo muito diferente de raro. Que seja, falavam mil maravilhas, e em um dia em que alguns amigos foram lá em casa (aqui) eu peguei o filme sobre piratas na locadora. Finalmente vi a maravilha, e maravilha de fato.
(Ok, foi dublado, mas que se dane, eu era criança e a dublagem brasileira de Piratas do Caribe é uma das melhores da História da dublagem ever, e eu consigo muito bem ver o filme dublado ainda hoje.)
Piratas do Caribe foi um filme absolutamente essencial em minha conversão à cinefilia. Vi o filme de novo no dia seguinte, e no outro fim de semana comprei o DVD (duplo de colecionador, já comecei bem), e revi mais uma vez. A imagem da tripulação do Pérola Negra desembarcando em Port Royal está marcada para sempre na minha cabeça. O duelo entre Jack e Will, um pouco antes, também. E a primeira cena em que Jack Sparrow aparece, icônica!
(Devo estar parecendo uma criança falando bem de seu brinquedo preferido, mas não posso evitar. Piratas do Caribe é um dos meus brinquedos preferidos, e eu adoro falar bem dele.)
Evito delongas ao dizer que Johnny Depp está perfeito no papel do Capitão Jack Sparrow. Atuação e personagem geniais. E pensar que queriam chamar Robin Williams… Não levem a mal, eu adoro Robin Williams, mas o Sparrow de Depp é insubstituível. Fazendo par em talento, Geoffrey Rush incorpora um vilão admirável. Seu Barbossa é divertidíssimo, e ainda consegue ser temível ao mesmo tempo. Temível é uma palavra muito forte. A própria natureza satírica da narrativa do longa não “aceita” essa ideia. Mas o fato é que tememos pelos nossos heróis (e aqui a maquiagem de Ve Neil e Martin Samuel merece o devido reconhecimento, por caracterizar de forma única cada uma das diferentes ‘figuras’ que aparecem ao longo do filme, com destaque para caracterização de Barbossa). O restante do elenco cumpre bem seu papel, e agradeço eternamente a equipe de casting cujo trabalho serviu para disparar Keira Knightley (SUA LINDA) para o estrelato.
Sobre a história, com um roteiro inventivo e totalmente despretensioso, os espertos Ted Elliot Terry Rossio transformaram um parque temático da Disney em uma bela aventura cinematográfica. E tiveram uma orçamento nada modesto para levar toda sua criatividade às telonas. O mais incrível é que ninguém acreditava que o filme daria certo. Só vou dizer uma coisa: Também pensavam isso sobre Lost. Er…
Toda a produção de Piratas do Caribe é impecável. Efeitos visuais impecáveis são marca das produções de Jerry Bruckheimer, e aqui não é diferente. O design de som também (Christopher Boynes, seu gênio). Os figurinos da excelente Penny Rose, que, depois de anos de carreira invejável, eu não entendo como nunca foi se quer indicada ao Oscar – não entendo mesmo! A direção de arte (Brian Morris) cria cenários majestosos que são muito fotografados pelo ótimo Dariusz Wolski (outro cuja ausência eterna entre os indicados das edições do Oscar não me conforma). E claro que tudo isso aí seria apenas enfeite, caso o filme não tivesse um diretor talentoso, e grotescamente subestimado (diga-se de passagem), como Gore Verbinski.
Ah, você não sabe que é Gore Verbinski, o cara que fez Piratas do Caribe ser o que é hoje: um ícone da cultura pop? Antes desse “pequeno” feito, ele já tinha dirigido o divertido Um Ratinho Encrenqueiro, além de elevar o fraco Ringu à potência de assustador em O Chamado. Quando anunciaram as continuações de Piratas do Caribe, Verbinski foi logo chamado de volta. Não consigo imaginar como seria com outro diretor. Aliás, estou morrendo de medo do próximo longa da franquia. Piratas do Caribe 4 será dirigido por… Rob Marshall! Porra, Rob Marshall? Quem teve essa ideia bizarra? (Bizarra, para dizer o mínimo). A coisa com mais ação que ele já fez na vida foi Chicago. E a última realização em seu currículo é Nine… Ou seja… Botá-lo na direção de algo tão grande quanto Piratas do Caribe 4 é como, sei lá, chamar um dançarino com câimbra para sapatear sobre um lago recém congelado repleto de tubarões cabeças-chatas com lasers! É perigoso.
Enfim, para fechar o texto, quero dizer que a trilha sonora que Klaus Badelt compôs para Piratas do Caribe é fucking genial, perfeita, linda, empolgante, e a melhor do mundo. 5/5

tambem amo piratas do caribe pena q ainda não assiste o 3mas vou tentar assistir o 4